domingo, 18 de outubro de 2009

Sem médicos e sem remédios

Enquanto os vereadores “duelam” pelo controle das unidades, população de Nova Iguaçu sofre com a falta de recursos nos postos de saúde

De acordo com dados do Ministério da Saúde o município de Nova Iguaçu nunca recebeu tantos recursos para aplicar na rede municipal como nos últimos quatro anos. Os números mostram que os repasses aumentaram em mais de 40% comparados com os valores liberados até dezembro de 2004, mas isso não significa dizer que o sistema melhorou na gestão do prefeito Lindberg Farias (PT), que ao assumir o governo, no dia 1º janeiro de 2005, afirmou que transformaria a rede municipal de Saúde em referência na Baixada Fluminense.

“Só se for referência em descaso, em mau atendimento, em má gestão dos recursos repassados pelo governo federal. Em vez de melhorar, o atendimento médico piorou bastante”, afirma um membro do Conselho Municipal de Saúde.

De janeiro de 2005 até fevereiro deste ano o setor já foi comandado por seis secretários. O sétimo, Marcos Souza, substitui Walney Rocha, que sucedeu Henrique Johnson, que veio depois de Marli Freitas, Sueli Pinto, Glaucia Bom e Walcler Rangel. “O atual secretário incorre nos mesmos erros dos seis anteriores. Marcos Souza não tem autonomia para nada e a aplicação dos recursos não é definida por ele, que ainda tem de conviver com a disputa dos vereadores pelo controle dos postos”, disse uma fonte ligada à Secretaria Municipal de Saúde.


Postos abandonados

Moradora do bairro Figueira, localidade considerada pelo vereador Carlos Eduardo Moreira, o Carlinhos Presidente como seu reduto, Maria Isabel Rodrigues diz que a situação do posto que deveria atender a comunidade é precária. “Não há a menor condição de atendimento e reclamar não tem adiantado de nada”, completa.

A mesma reclamação tem os moradores de Nova Brasília. “Dizem que isso aqui é um posto de Saúde, mas só tem o nome, pois falta de tudo aqui. É como se nós não precisássemos de atendimento”, protesta Manoel de Souza, morador do bairro, que seria controlado pelo vereador Marcos Fernandes, também interessado pelo controle da Unidade Mista de Vila de Cava, que durante quase todo o primeiro mandato de Lindberg foi comandado por Fernandes através de um irmão, nomeado administrador do posto.




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