segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A voz de Maria Silva

Acabo de receber e-mail de um morador ou moradora de Magé, comentando, de forma inteligente e direta, o artigo “Sem meios termos sobre Núbia Cozzolino”, escrito hoje de manhã por esse jornalista. O autor ou autora do comentário, com certeza não se chama Maria Silva, nome usado para assinar o texto que posto abaixo.

Agradeço a participação do leitor e aproveito que o blog está, democraticamente, aberto para todos os que tiverem algo a falar sobre assuntos que realmente interessem a coletividade.

“Sr. Elizeu,

Muito pertinente a sua explanação.

A Sra. Núbia Cozzolino não inventou um jeito peculiar de governar. Ela simplesmente copiou a postura de muitos déspotas da história onde exploraram o trabalho escravo para construir palacetes, muralhas, fortes militares, estradas de pedra (como a que liga Raiz da Serra a Petrópolis).

Aqui o trabalho é semi-escravo. O cargo comissionado, assim designado a pessoa que faz parte das frentes de trabalho, trabalha arduamente por uma remuneração irrisória. É descontado os encargos trabalhistas, mas não são repassados para os órgãos de controle. Se o trabalhador ficar doente, já era! Rua!!!!!! Sempre há um desempregado e oprimido para ocupar a vaga dele. Se não for para as inaugurações e reinaugurações, RUA!!!!

E o INSS não irá encostá-lo porque legalmente esse trabalhador não contribui com o Ministério da Previdência Social, mas é descontado do salário. Ou o cara asfalta a rua ou RUA! Entre o nada e o pouco, prefere-se obviamente o pouco.

As 27 escolas foram construídas com verbas do Fundef. Os professores deixaram de receber, desde 2005, o Fundef para que essas escolas sejam construídas. Há a maior manobra na folha de pagamento quanto a isso. Em alguns contracheques está descriminado Fundef, mas é apenas uma constatação falsa. Uma investigação profunda poderá provar isso.

Governar assim, às custas dos outro é muito fácil. Oprimir, impor, botar medo. Esse é o jeito Núbia de governar. Vamos pensar em grandes reinos que utilizaram o trabalho escravo, oprimiram, ameaçaram, perseguiram. Hoje são países miseráveis.

O hospital é novo, mas o descaso continua o mesmo de sempre. O pavimento superior ainda está às moscas com muitos equipamentos caríssimos sem utilização. É só fachada.

Se fosse bom os mageenses que tem recursos não iriam para Petrópolis, Teresópolis, Niterói e Rio de Janeiro para fazerem seus tratamentos. Isso tudo é um castelo de areia. Vai desmoronar.

Boa tarde.”





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