quarta-feira, 30 de março de 2011

E o tirano sou eu?


Tirania, está no dicionário, é o “exercício arbitrário, despótico e cruel do poder” ou ainda, “governo legítimo, mas injusto e cruel” e também “opressão, violência”. Sendo assim, podemos chamar de tirano aquele governante que reduz o salário de um professor só porque ele não reza por sua cartilha, corta a gratificação daquele motorista de ambulância que trabalha 12 horas por dia, mas não lhe serve porque tem consciência de que voto não se impõe, se conquista com trabalho e seriedade.
Também podemos chamar de tiranas aquelas pessoas que deveriam estar bem longe da administração pública, mas se trancam numa sala e, debruçadas sobre a folha de pagamento, determinam quanto os servidores que carregam o governo nas costas, vão receber depois de um mês de muito trabalho e humilhação.
É tirano aquele insignificante que se acha rei e determina que quem não lhe aplaudir, lhe chamar de bonito e não fizer reuniões políticas particulares a seu favor, dizendo aos amigos e familiares em quem votar, vai perder o emprego que ele, o bom reizinho, concedeu do alto de sua magnanimidade.
Tirania é pisar nos mais fracos, fazer o povo de escada para alçar o poder. Tirania é pretender calar a verdade que pode derrubar o castelo construído com mentiras, corrupção e desprezo pelo ser humano. Tirania é ficar se escondendo atrás do anonimato para me fazer ameaças que nunca serão cumpridas, pois sei muito bem de onde elas estão partindo e sei que quem as encomenda é frouxo demais para me olhar nos olhos e dizer a minha cara o que fala em linhas tortas.
Amigos me estendi até aqui para falar das muitas mensagens que recebi hoje à tarde com ataques pessoais. Numa delas sou chamado de “defunto vivo, safado, sem vergonha”. Ué, roubam o dinheiro público e eu é que sou safado?
 Escuta aí, tiraninho de meia tigela, seu castelo é de areia. O meu é de pedra e foi construído sobre a rocha. 

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