terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Confusões eleitorais

Moradores de pelo menos três cidades ainda não sabem que prefeitos terão a partir de janeiro, por conta de nossa complicada legislação eleitoral. A Justiça permite que uma pessoa seja candidato, obtenha os votos necessários para eleger-se e depois diz o contrário. Em Cabo Frio, por exemplo, o prefeito Marquinhos Mendes (PSDB) foi reeleito, mas o juiz local decidiu cassar seu registro, uma decisão que favoreceria o segundo colocado, Alair Corrêa (PMDB), que anda espalhando pela cidade que será ele o próximo prefeito. Não seria o caso de a Justiça resolver essas pendências antes do dia da eleição?

Prefeita de Magé, Núbia Cozzolino (PMDB), entende o Ministério Público, era para ter sido cassada há muito tempo. Isso não só não aconteceu como ela conseguiu ser candidata a reeleição e saiu vitoriosa das urnas. Semana passada a juíza da 110ª Zona Eleitoral decidiu que Núbia ficará inelegível por três anos e não será diplomada. Ela está recorrendo e a decisão deverá ser anunciada nas próximas horas pelo TRE.

Em Guapimirim o prefeito Nelson Costa Mello, o Nelson do Posto (PMDB), teve sua candidatura a reeleição impugnada na sexta-feira, dia 3 de outubro. Como a lei permite, o partido o substituiu por Renato Costa Mello Júnior, o Júnior do Posto, que acabou eleito com 74% dos votos apurados. Nessa segunda-feira o TRE cassou a candidatura de Júnior e marcou nova eleição para o dia 24 de janeiro. Ora, se a substituição não poderia ter sido feita por que o mesmo TRE a permitiu?

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral foi tomada por quatro votos a um. Júnior do Posto foi proclamado candidato a prefeito de Guapimirim às 18h34 do dia 4 de outubro. Na decisão dessa segunda-feira o TRE entendeu que não houve tempo para informar aos eleitores a substituição do tio pelo sobrinho. A Justiça Eleitoral entendeu que os eleitores votaram em um pensando estar votando em outro. Ora, a Justiça não sabia disso quando aceitou a candidatura de Júnior?




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