terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Antes tarde do que nunca II

Estou descansando. Prometi ficar longe do celular e do laptop. Internet nem pensar, mas, por conta da grande repercussão do artigo “Antes tarde do que nunca”, tive que abrir uma exceção e escrever esse texto.

Tenho recebido muitas mensagens contra a criação no Tribunal de Contas dos Municípios, a maioria de servidores do Tribunal de Contas do Estado, que será esvaziado, passando a cuidar apenas das contas do governo estadual e seus órgãos. Entendo a preocupação dos servidores e acolho seus protestos democraticamente, assim como determina as regras do bom jornalismo.

Numa mensagem, postada pelo Grupo Contra PEC60, me dizem que “a proposta surge em momento pré-eleitoral e as justificativas apresentadas pelos parlamentares que a subscreveram não são compatíveis com o que está escrito no projeto de lei complementar”. Falam ainda que “não há medida moralizadora alguma” e que “trata-se tão somente da divisão de um órgão, transferindo parte de seu poder de atuação para outro, novo e a ser comandado por quatro indicados pela Alerj e três pelo atual governador”.

Pelo que conheço do funcionamento do TCE - um órgão caro e muito pouco eficiente - aquilo hoje é uma “casa de bacanas”, com funcionários contratados de forma irregular e “fantasmas” que, segundo apurou até agora a CPI aberta pela Assembleia Legislativa para investigar denuncias de corrupção contra três conselheiros, chegariam a ganhar até R$ 20 mil mensais.

Eu, pessoalmente, sou a favor da criação do novo órgão, pois só o fato de ver as prefeituras livres do “julgamento” de Aluizio Gama, José Graciosa, José Nader e Jonas Lopes, já terá sido extremamente positivo.

Essa é a minha modesta opinião. Quem quiser pode dar a sua, me enviando um e-mail.


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