quarta-feira, 25 de março de 2009

Dezoito a dois

Quando escrevo que esses vereadores de Nova Iguaçu não são nada confiáveis quando se anunciam como oposição, não estou jogando conversa fora nem denegrindo a imagem de ninguém. Estou falando a verdade, gostem eles ou não. Embora os Marcos Fernandes, Jorge Marote, Fernando Cid, Carlos Ferreira, Marivaldo Amorim, Rosangela Gomes, Marli Freitas e Carlos Ferreira da vida - além de uma meia-dúzia de calouros - tivessem gritado por alguns momentos contra ações do governo municipal as quais achavam irregulares, de agora em diante passarão a ver a gestão de Lindberg Farias (PT), com os mesmos olhos de antes: tudo será lindo e maravilhoso para eles, o povo continuará se ferrando e, como nos primeiros quatro anos dessa desastrosa administração, apenas duas vozes (os vereadores Thiago Portela e Nicolasina Acarise) insistirão na tribuna, falando em vão, pois a maioria, desde que essa Câmara existe, vota. Não discute.

Acabo de ser informado que, graças à interferência do deputado Rogério Lisboa (DEM) e de seu cabeça-tronco-e-membros, o supersecretário Antonio Duarte Araújo,o Tuninho da Padaria, os dois vereadores eleitos pelo PSDB (Jorge de Austin e Pastor Laranja) passarão a votar de acordo com os interesses do prefeito. O partido, comandado na cidade por Maurílio Manteiga - que no ano passado saiu do governo fazendo beicinho - levou em troca o comando da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb), presidida por Marcos Quintela, coringa tucano para negócios como esse. Segundo as contas que estão sendo feitas pelos aspones de Lindberg Farias, daqui para frente o “coronézinho” vai ganhar todas por 18 a 2, já que o presidente não vota.

Sobre a nomeação de Quintela, os funcionários concursados da Emlurb (que, reclamam, estão levando bomba desde que Farias assumiu a administração municipal) ouviram que a autarquia, assim como todo o governo, é uma estrutura política e que o prefeito negociou o comando dela com um grupo de vereadores e que, a partir de agora, esse grupo seria o dono da Emlurb e o novo presidente ficará encarregado de, “de forma democrática”, atender aos pedidos políticos.




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