segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Lindberg tem um caminhão de votos e uma Kombi de processos na Justiça

Eleito com 4,2 milhões de votos pelo Partido dos Trabalhadores, Lindberg Farias usa todo o seu marketing com o sotaque nordestino para atrair a atenção do eleitorado. Porém, por trás do rosto de menino que até então liderava um movimento estudantil, esta um político que não construiu uma escola sequer nos cinco anos e três meses em que foi prefeito e, para piorar, arrasou com a saúde pública do município de Nova Iguaçu. Campeão de votos, ele atrai para si números grandiosos, como os mais de 600 processos na Justiça, entre eles o de número 0020064-63.2010.8.19.0038, que pediu indisponibilidade de seus bens em razão de suspeita de improbidade administrativa ao contratar Finatec para prestar serviços em à Prefeitura.

Entre os processos que envolvem o nome do senador mais votado na história do Rio de Janeiro, cerca de 300 estão ligados à Fazenda Pública e outros 300 na área civil. Esse é o legado deixado pelo rapaz que administrou Nova Iguaçu e deixou o município em estado falimentar, com rombo de mais de R$ 400 milhões na previdência dos servidores e dívidas que passam de R$ 600 milhões.

A passagem de Lindberg Farias pela Prefeitura de Nova Iguaçu ficou marcada por dívidas com fornecedores e até mesmo ação de despejo por não pagar o aluguel de alguns imóveis em que funcionavam instituições municipais, e até mesmo calote em uma igreja que alugou o seu imóvel para o funcionamento da Coordenadoria de Controle de Vetores, que hoje está desocupado por uma dessas ordens de despejo da Prefeitura.

Quando a Justiça Eleitoral alertava para que o eleitor ficasse atento á vida pregressa dos candidatos, caso o eleitorado realmente seguisse essa sugestão, seria muito simples saber do passado do futuro senador Luiz Lindbergh de Farias Filho, mais conhecido como “Lindinho”. Basta digitar o nome do rapaz na página da Justiça Estadual que sem muito trabalho seria fácil ver a freqüência com que o nome dele aparece como acionado no Poder Judiciário.


Ficha suja não barra Garotinho

Mesmo condenado por formação de quadrilha, o ex-governador Anthony Garotinho foi mais uma vez consagrado nas urnas: disputando uma vaga de deputado federal pelo PR, ele foi eleito 694.862 votos, 8,69% do total apurado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER) em todo o estado. A votação expressiva ajudou o partido a aumentar a bancada em Brasília, pois com Garotinho foram eleitos, Adilson Soares, Neilton Mulim, Líliam Sá, Paulo Feijó, Paulo Cesar e Jorge Oliveira, o Zoinho, um metalúrgico aposentado de Volta Redonda.

Governador do Rio entre 1999 a 2002, Garotinho foi condenado pela Justiça Federal a dois anos e seis meses de reclusão por formação de quadrilha. Ele teve a candidatura cassada, mas obteve uma liminar para concorrer e ter os votos computados. Se essa decisão judicial não se manter os votos nominais do ex-governador serão anulados e toda a composição da bancada fluminense na Câmara dos Deputados deverá ser alterada.

A Procuradoria da República havia denunciado o ex-governador em maio de 2008 por "garantir politicamente a manutenção" de um grupo na chefia da Polícia Civil que não reprimia jogos de caça-níqueis no Rio, além de promover corrupção e lavagem de dinheiro. O grupo, segundo a Procuradoria, era comandado pelo ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins, condenado a 28 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e também formação de quadrilha.

No dia em que a decisão judicial foi divulgada Garotinho escreveu em seu blog que a sentença é uma perseguição às vésperas da eleição. "Além da afirmação do Ministério Público Federal de que eu sabia das supostas atividades do ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, não há, nos autos, rigorosamente, nenhuma acusação ou prova formais contra mim", disse Garotinho.


sábado, 2 de outubro de 2010

Pesquisa diz que Magé pode eleger dois federais

De acordo com a consulta de intenções de votos feita pelo IBPS, Batata e Nestor Vidal podem estar entre os 46 representantes do estado em Brasília

Pela primeira vez em sua história o município de Magé poderá eleger um deputado federal realmente da cidade. Um não. Dois. É o que revela uma pesquisa de intenção de votos divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS). A consulta, que foi realizada entre os dias 28 e 30 de setembro, com 5.051 pessoas entrevistadas em diversas regiões do estado, foi registrada no TSE sob nº 33.071/2010 e no TRE/RJ sob nº 84422/2010.

De acordo com a consulta, Nestor Vidal (PMDB) e Genivaldo Ferreira Nogueira, o Batata (PPS) estão entre os candidatos com chances reais de vitória. Para deputado federal o IBPS apontam os seguintes nomes com chances de se elegerem: PSB/PMN: Romário; Alexandre Cardoso; Glauber; Xico Pintado e Carlos Victor. Coligação Unidos Pelo Rio (PP/PMDB/PSC): Leonardo Picciani; Washington Reis; Nestor Vidal; Deley; Jair Bolsonaro; Ezequiel; Nelson Bornier; Simão Sessim; Pedro Paulo; Fernando Jordão; Rodrigo Bethlem; Adrian; Hugo Leal; Celso Jacob; Alexandre Santos; Eduardo Cunha; Julio Lopes; Elymar Santos; e Filipe Pereira. Coligação O Rio de Janeiro Pode Mais (PPS/DEM/PSDB): Andreia Zito; Marcelo Itagiba; Stepan Nercessian; Otávio Leite; Rodrigo Maia; Arolde de Oliveira; Batata; Solange Amaral e Tio Carlos. Coligação Renova Rio (PSL/PRTB/PRP): Átila Nunes Neto; Jimmy Pereira e Paulo Baltazar. Coligação Solidariedade (PTB/PTN/PSDC/PHS/PTC): Walney Rocha; Canela; Luis Carlos Ramos do Chapéu;Felipe Bornier; Laura Carneiro e Fernando Gonçalves. PC do B: Jandira Feghali; Jonas Marins; Renato Freixiela e Edmilson Valentim. PDT: Arnaldo Vianna; Miro Teixeira; Marcelo Matos; Brizola Neto; Dr. Dilson Drumond; Sergio Zveiter; e Noel de Oliveira. PR: Garotinho; Neilton Mulim; Zoinho; Paulo Feijó; Dr. Paulo César; Neca; Marcelo Lessa; Carlos Moraes; Dr. Adilson Soares; Francisco Floriano; Liliam Sá e Edson Flavio. PRB: Vitor Paulo e Pedro Ricardo. PSOL: Chico Alencar. PT: Alessandro Molon; Edson Santos; Benedita; Carlos Santana; Luiz Sérgio; Bittar; Biscaia; Eliane Rolim e Vladimir Palmeira. PT do B: Zico; Rommel Cardozo e Cristiano. PV: Dr. Aluízio; Sirkis e Pedra.

Deputados estaduais

Ainda de acordo com a pesquisa do IBPS, podem ser eleitos a deputado estadual os seguintes nomes: Coligação Frente de Mobilização Socialista (PSB/PMN): Marcelo Simão; Rafael do Gordo; Christino Áureo; Rogerio Cabral; Rubens Bomtempo PMN/PSB; Alessandro Calazans; Gustavo Tutuca; André Ferraz; Dra. Julianelli e Rubens Andrade. DEM/PSDB/PPS: André Correa; Lucinha; Claise Maria Zito; Graça Pereira; Comte; Luiz Paulo; Fernando Paulada; Joa; Leandro Sampaio; Rafael Tubarão; José Luis Nanci; Reginaldo Gomes; Ademir Mello; Gilberto Silva; Mário Marques; Laury Villar; Paulo Pinheiro. Coligação Por um Rio Melhor (PSL/PRTB): Claudiocis das Ambulâncias; Dr. Jorge Campos; Dr. Ogando e Salathiel Salada. Coligação Trabalho e Fé (PSL/PRTB): João Peixoto; Dr. Roninho; Filé; Marcus Vinicius Neskau; Marcos Medeiros e Israel Atleta. Coligação Humanista (PTN/PHS): Anabal; Jorge Babu; Bebeto e Geraldo Moreira. PC do B: Fernando Cid; Professora Odete; Ana Zélia e Enfermeira Rejane. PDT: Wagner Montes; Cidinha Campos; Andréia do Charlinho; Ricardo Abrão; Bebeto Tetra; Marcio Panisset; Paulo Ramos; Felipe Peixoto; Jorge Mariola; João Nacif; Carolino; Myriam Rios; Charbel Zaib; Janio Mendes e Marcos Soares. PMDB: Domingos Brazão; Pedro Augusto; Paulo Melo; Pedro Fernandes; Chiquinho da Mangueira; Dica; Edson Albertassi; Graça; Rafael Picciani; Sula do Carmo; Nelson Gonçalves; Roberto Dinamite; Bernardo Rossi; André Lazaroni; Cosme Salles; Noel de Carvalho; Marcelino D'Almeida e Roosevelt Brasil. PP: Dionisio Lins; Flavio Bolsonaro; Essiomar Gomes; Delma Jardim e Tucalo. PR: Clarissa Garotinho; Miguel Jeovani; Samuel Malafaia; Verônica Costa; Dennis Dauttman; Edino Fonseca; Iranildo Campos; Samuquinha; Geraldo Pudim; Roberto Henriques; Altineu Cortes; Dilson Arena; Waldeth Brasiel; Pastor Levi; Fabio Silva e Feital. PRB: Alexandre Correa; William da Rocinha; Seu Bene do Laranjão; Paulo César; Rosangela Gomes. PRP: Thiago Pampolha; Paulo Azevedo e Boldrim. PSC: Sabino; Coronel Jairo; Marcio Pacheco; Marco Figueiredo; Helinho; Waguinho; Marlon Vivas e Rogerio Rocal. PSOL: Marcelo Freixo. PT: Carlos Minc; Chumbinho; Rodrigo Neves; Salomão; Ines Pandeló; Zaqueu; Robson Leite; Ferreirinha; Cida Diogo; Paiva; Zeidan; Gilberto Palmares e Nakan. PT do B: Marcos Bacellar; Marcos Abrahão e Lúcio Mauro. PV: Xandrinho; Aspásia e Rogerio Rocco.


Corpo mole do STF cria confusão eleitoral

Ao demorar demais para colocar em pauta o julgamento sobre a validade ou não da lei da ficha limpa ainda para as eleições desse ano, o Supremo Tribunal Federal acabou tumultuando o processo eleitoral e nesse domingo o eleitor irá às urnas sem saber se, eleiito, seu candidato tomará posse, pois o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu computar em separado os votos dados aos políticos considerados ficha suja, excluindo-os do resultado ofocial até que o STF retome o julgamento e chegue a uma decisão definitiva, o que equivale dizer que se o candidato A for eleito, mas estiver na lista da ficha suja, esse não tomará posse enquanto o STF não decidir se a lei da ficha limpa é válida ou não para esse ano. No Rio de Janeiro um dos correm risco de ganhar e não levar é o ex-governador Anthony Garotinho, candidato a deputado federal pelo PR. Ele foi condenado por formação de quadrilha e teve a candidatura impugnada, mas está concorrendo com recurso. Cotado para ser um dos mais votados do país, Garotinho pode ficar de fora do Congresso, mesmo se obter mais de um milhão de votos.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Justiça bloqueia bens de Ferreirinha

Ex-presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu responde a processo por aluguel superfaturado


O juiz Maurício de Souza Lima, da 3ª Vara Cívil de Nova Iguaçu, decretou a indisponiblidade dos bens vereador Carlos Roberto Ferreira, o Ferreirinha (PT), para garantir o ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos pela locação, sem licitação, do prédio onde funciona a Câmara Municipal.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, foi detectado um superfaturamento de 35% no aluguel contratado. Ferreirinha concordou em pagar R$ 20 mil mensais pela locação, quando o valor correto seria R$ 13 mil por mês. Além da indisponiblidade de Ferreirinha – presidente da Câmara na época em que o contrato foi firmado – o juiz determinou que a diferença de R$ 7 mil passe a ser depositada em juízo. Também são réus no processo a própria Câmara e o empresário Silvio Coelho, dono do imóvel.

“... também há elementos nos autos do inquérito civil que indicam superfaturamento no valor dos aluguéis, dando conta o parecer de fls. 373/384 que o valor mensal mais adequado para a remuneração da cessão onerosa da posse segundo o mesmo critério comparativo utilizado no laudo que instruiu o processo administrativo não seria, na data da celebração do contrato, o de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), mas de 13.000,00 (treze mil reais), o que representa uma diferença de R$ 7.000,00 (sete mil reais) em prejuízo dos cofres do Município. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro também reconhece a presença de indícios de ato de improbidade administrativa, ao que se verifica das providências noticiadas a fls. 486/486v. Os autos do inquérito administrativo ainda demonstram que o imóvel objeto da locação ainda necessitava de realização de obras e reformas cujos custos previstos correspondem a expressivo percentual do valor total do contrato de locação. O art. 37, § 4º, da CR contempla, entre os efeitos negativos, para o agente público, do ato de improbidade administrativa, a proibição de dispor de seus bens. Já a Lei 8429/92, que regulamenta as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato na administração pública direta, indireta ou fundacional, define como atos de improbidade aqueles que importem enriquecimento ilícito e causem prejuízo ao erário, autorizando, em tais hipóteses, o decreto de indisponibilidade dos bens”, relata o magistrado na decisão de indisponibilidade dos bens do vereador.