quarta-feira, 14 de setembro de 2011

É pior ainda...

Amigos, desculpem minha falha. Os professores da rede municipal de ensino de Cachoeiras de Macacu me disseram a pouco que o aumento salarial proposto à categoria pelo prefeito Rafael Miranda para que eles retornem ao trabalho não é R$0,26 centavos por dia e sim de R$0,35 ao mês. Que coisa, gente!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

“Nem só com médicos se faz a Saúde...”

Concordo plenamente com os leitores que me escreveram ontem falando sobre isso, mas sem eles não há tratamento. De que adianta uma unidade cheia de enfermeiros e nenhum médico? E aqueles postos que só tem auxiliar de enfermagem e agente comunitário, podem ser chamados de unidades médicas? O problema de Magé, minha gente, é que têm muitos “especialistas”. Todo mundo entende de tudo. É curioso demais metendo o bedelho em coisa séria. Saúde tem de ser feita por profissionais da área e essa é a proposta da nova gestão. A casa tem de ser arrumada sim, mesmo que isso venha desagradar aos “especialistas”. O novo sempre assusta, sempre causa insegurança, mas basta que esse novo comece a funcionar para os ânimos se amainarem.
Quando escrevo sobre Saúde a maioria dos que se manifestam em comentários o fazem de forma pequena. Não debatem o assunto. Preferem atacar pessoas: a enfermeira tal é isso, o agente tal é aquilo e assim por diante... Falam até de vida pessoal como se o que cada um faz em seu quarto fosse de interesse público, mas o assunto mesmo fica de lado. O mesmo ocorre quando o tópico é a Educação: A diretora fulana não presta... ela pisou no meu pé, torceu o meu dedo ou coisa parecida com aquelas verificadas no jardim de infância. Não debatem Educação, mas a situação de cada um como, se a nossa proposta aqui fosse a de selecionar currículos. É um querendo derrubar o outro.
Amigos mageenses, vocês votaram pela mudança. Então deixem ela acontecer. Será que trinta dias são suficientes para se avaliar o trabalho de alguém? Não sou especialista em Saúde e não entendo nada de Educação, mas acho que tem gente pensando que o prefeito tem uma varinha de condão na gaveta e pode usá-la para operar milagres. Tem gente que passou sete anos caladinho, não moveu uma palha para nada, mas acha que tudo tem de ser resolvido rapidamente.
Têm os que preferem o atropelo, o trator sem freio que sai passando por cima de tudo e de todos. Esse tipo de ação não constrói nada. Magé está nessa situação exatamente por causa do atropelo. As boas idéias não eram levadas em conta porque o autor torcia para o Vasco e os gestores para o Flamengo. A diretora A não tem que gostar da professora B. Ela tem que avaliar é a capacidade profissional. É assim que eu penso, mas esse sou seu. Não sou todo mundo e respeito o modo de pensar de cada um.



Vinte e seis centavos de aumento

Professores da rede municipal de ensino de Cachoeiras de Macacu me escrevem revoltados. Me contam que a proposta do prefeito Rafael Miranda para que eles retornem ao trabalho é humilhante: corresponde a um aumento salarial que dá míseros R$0,26 centavos por dia. Como já disse antes, os profissionais de ensino de Cachoeiras de Macacu recebem o pior salário do estado e trabalham em péssimas condições, mas isso não incomoda em nada ao prefeito.



Restaurante popular em Piabetá

Os trabalhadores de Piabetá poderão almoçar de segunda a sexta-feira pagando apenas R$1 e tomarem o  café da manhã por R$0,35. É que será construído na Rua Guarani, no centro da localidade, o Restaurante Popular. O anúncio foi feito ontem pelo secretário estadual de Ação Social Rodrigo Neves, que se reuniu com o prefeito Nestor Vidal para assinar parcerias. No encontro, na Prefeitura, foi definida com a secretária municipal de Ação Social, Selma Vaz Vidal, uma parceria que vai beneficiar milhares de famílias, como por exemplo a implantação, em novembro, do programa Renda Melhor. Na reunião foi firmado também o compromisso de investir R$350 mil para ampliar a rede sócio-econômica social e R$500 mil para aumentar as unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
Renda melhor para 40 mil
Através do programa Renda Melhor serão atendidas 40 mil pessoas com renda per capta inferior a R$100. O benefício será de R$80 em média. Pelo acordo firmado com a Prefeitura, numa segunda etapa, será implantado o Renda Melhor Jovem. Trata-se da Poupança-Escola para os alunos que ingressarem no ensino médio até aos 15 anos e ao final do curso tiverem rendimento escolar superior a 75%. Esses estudantes receberão até R$3,5 mil, dependendo do aproveitamento escolar. As unidades do Cras já estão cadastrando as famílias para receberem o benefício.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Entidades representarão sociedade no debate do IPTU

O secretário de Fazenda de Magé, Dimas de Andrade Pinto, esclareceu agora a pouco, que a audiência que será realizada na noite dessa terça-feira, na Escola Modelo do bairro Barbuda, para discutir com a população, através da sociedade civil organizada, a revisão dos valores do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), será feita com representantes da sociedade civil organizada, entidades como o Clube de Diretores Lojistas, Associação Comercial, OAB, Rotary Club, Creci e Maçonaria. O debate será conduzido pelo secretário, que estará acompanhado de uma equipe técnica do governo. “A população estará representada por essas entidades. Essa é a primeira de uma série de reuniões que pretendemos fazer, inclusive com as associações de moradores. Essa primeira será só com essas entidades”, explicou o secretário.

Debate do IPTU de Magé começa nessa terça

Nessa terça-feira, a partir das 19h, uma equipe técnica da Secretaria de Fazenda e membros da comissão formada pelo prefeito Nestor Vidal para discutir com a população, através da sociedade civil organizada, a revisão dos valores do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), estabelecidos a partir de 2008, estará reunida na Escola Modelo do bairro Barbuda. Esse é o primeiro de uma série de encontros para se chegar a uma cobrança justa e acabar com as distorções nos valores.


Sobre os males da Ampla

A concessionária de energia elétrica Ampla que presta um péssimo serviço, cobra caro por ele e quer receber, na marra, uma dívida da Prefeitura de Magé que ela diz ser de R$ 60 milhões, mas não abre a caixa-preta dos cálculos, é a mesma que coloca a população em risco. O engenheiro Valther de Souza me enviou um documento com informações técnicas suficientes para sustentar uma ação judicial e enquadrar essa empresa como ela merece, pois a Ampla submete a população a perdas, danos e ameaça constantes.
Vamos começar pela caixa do medidor de consumo, padrão de material plástico, de dimensões variadas para atender a instalação do relógio segundo a capacidade do equipamento. É fechada com lacre de segurança pela concessionária. Os leigos não sabem, mas essa foi fabricada para ser instalada embutida, ficando exposta só a tampa, com formas arredondadas, mas a dona Ampla exige que a caixa seja instalada totalmente exposta, o que expõe também todo cabeamento. Isso, pontua o engenheiro, “põe em risco segurança do consumidor”.
Nesse aspecto os riscos são pelo menos dois: Assaltos – Qualquer um pode cortar os cabos em horários em que facilite sua ação criminosa. Uma vez cortado, fica interrompido o fornecimento de energia e o consumidor, ao sair para verificar o ocorrido pode ser vítima de assaltos ou quaisquer tipos de violência, inclusive estupro; Furtos – As residências que possuem sistemas de alarme ou monitoramento ficam vulneráveis. Semelhantemente ao risco de assaltos, pois cortados os cabos aparentes, o meliante pode aguardar o tempo suficiente para que as baterias sejam descarregadas, o que ocorre em menos de uma hora na maioria dos casos, e proceder com sua ação criminosa.
A exigência da Ampla também expõe o consumidor ao vandalismo, pois o simples fato de estarem expostos os cabos das ligações dos medidores já é um facilitador para ação de vândalos. O simples corte da energia pode trazer prejuízos diversos em residências, comércios e indústrias. Ainda têm os danos materiais, pois uma ação voluntária ou acidental que viole o isolamento dos cabos pode-se causar um curto e gerar danos aos equipamentos de elétricos, o que poderá culminar em incêndio, isso sem falar nos riscos a transeuntes, pois é proibida a ocupação não autorizada do passeio público. Os que trafegam por este têm de se esquivar das caixas dos medidores, pois correm risco chocar-se com estas. Havendo, por exemplo, um dano no isolamento de um cabo, em um dia de chuva, o simples contato com um guarda-chuva neste pode levar à morte.
Tem o dano ao patrimônio, pois as fachadas dos imóveis ficam danificadas com a instalação destas caixas de medidores, devido à fixação e tem também a violação da ordem urbanística. “Fica violada a ordem urbanística do desenvolvimento. Ao invés do progresso, vê-se uma adaptação barata, para não dizer porca, para o uso de um bem tão caro. Utilizando um termo mais conhecido dentre os profissionais envolvidos com sistemas elétricos, pode-se comparar o que a Ampla entende como instalação de medidor como a mais autêntica “gambiarra”. Destaque para o dano estético, uma vez que já não sendo aprazível a visão poluída de tantos fios, fica ainda mais acentuada quando se aumenta a quantidade destes ao se pôr exposta toda a instalação do medidor”, diz o documento.
Pior ainda. Vem o dano moral imposto a todos por essa concessionária. “Há pouco tempo, o tipo de instalação de um medidor feito na forma que é dispensado aos consumidores de hoje era dado àqueles que eram flagrados com furto de energia, mais conhecido como “gato”. Uma vez feita a instalação desta forma, o consumidor já era visto por todos como alguém que burlou a medição”, prossegue o documento.
A Ampla ocupa indevidamente o solo público quando instala medidores em muros e sistema de padrões agrupados. Ela cobra tarifas para as empresas de telefonia, internet e televisão para utilizarem seus postes, mas ela mesma não faz o pagamento. Ela também coloca postes fora dos alinhamentos dos rumos das propriedades e em pontos estrangulando a passagem destes, mas quando a Prefeitura faz a urbanização de algum bairro e encontra um poste no meio da rua, a Ampla cobra uma taxa para remover o que instalou de forma errada.

domingo, 11 de setembro de 2011

Poluição em debate em Suruí

Nessa segunda-feira, às 17h, uma equipe técnica da Secretaria de Meio Ambiente estará reunida, juntamente com os membros da Associação de Moradores de Surui, para ouvir a população nada satisfeita com a instalação de uma usina de compostagem de lixo instalada pela empresa Vide Verde em plena zona rural da localidade.
A instalação aconteceu na gestão passada e os moradores estão revoltados com os transtornos causados. A licença foi concedida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão do governo estadual e poderá ser cassada. Os representantes da empresa também estarão presentes na reunião, que acontecerá na escola municipal localizada na Avenida Isabel de Paula. Sua presença é muito importante nesse debate.

Está faltando bom senso em Macacu

X é professora há 23 anos. Trabalha na zona rural de Cachoeiras de Macacu. De salário, com os descontos, ganha R$ 450. Como auxílio transporte ela recebe R$ 30 e tem de fazer milagre para ir trabalhar. O jeito é apelar por uma carona.
A Prefeitura de Cachoeiras paga o pior salário no estado e o prefeito Rafael Miranda não parece disposto a abrir mão desse título. Não conversa com a categoria e alega não ter recursos. Isso não é verdade. Bastaria aplicar devidamente os repasses do Fundeb e os professores se dariam por satisfeitos. Está faltando bom senso e vontade política para resolver a situação dos professores.



Onde estão os notebooks dos professores de Guapimirim?

Nem só dos baixos salários, da falta de diálogo por parte do governo, da inexistência do auxilio transporte e do impasse sobre o plano de cargos e salários reclamam os profissionais da rede municipal de ensino de Guapimirim.
Eles querem saber onde estão os computadores que deveriam ser distribuídos aos professores. Os notebooks, me escrevem os educadores, lhes deveriam ter sido entregues há muito tempo e até hoje nada. Também me contam que algumas diretoras receberam gratificação de cerca de R$ 1 mil e as adjuntas R$ 800.
Os profissionais de ensino então perguntam: Se tem dinheiro para gratificar as diretoras quando os professores receberão aumento? Com a palavra o prefeito.



sábado, 10 de setembro de 2011

Está faltando polícia de verdade em Magé

O comando do 34º BPM acaba de ser trocado. A tenente-coronel Bernadete Campbell passou o bastão para outra tenente-coronel, Célia Gonçalves Rodrigues e espera-se que essa faça o que Campbell não conseguiu fazer: mostrar serviço. Sim, mostrar serviço. Digo isso porque quando a já ex-comandante chegou ao município, Magé estava em 25º lugar no ranking do crime e agora é o terceiro da lista. Sabem o que isso quer dizer, dona Bernadete, que em sua despedida disse o contrário, passou por Magé e não fez o dever de casa.
No bairro Lagoa, por exemplo, os moradores são reféns da bandidagem. A comandante Campbell chegou sabendo disso e saiu tendo a certeza de que é assim mesmo. Moradores me escrevem dizendo que a situação está insustentável e nunca foi assim. A pacificação das favelas cariocas os trouxe para Magé e o bairro Lagoa, que mais parece uma ilha, foi o lugar escolhido. Os bandidos estão muito bem armados e fazem questão de mostrar isso à população. Então, comandante Célia, comece logo a dar a resposta que a população espera. Não siga o exemplo de sua antecessora, que preferiu agradar aos políticos e deixou de servir a população.


Magé precisa de 60 médicos: salário pode chegar a R$ 12 mil

A Secretaria Municipal de Saúde está oferecendo 60 vagas para médicos nos Postos do Programa Médico de Família (PSF). O vinculo empregatício é por contrato, com recolhimento Imposto de Renda, INSS e FGTS). O profissional que se dispuser também a fazer ambulatório ou plantão receberá salário de R$ 12 mil. Vale lembrar aos profissionais que Magé está passando por uma fase de transição na área da Saúde e que o prefeito feito Nestor Vidal tem total apoio do governo estadual colocar a Saúde - e mais especificamente a atenção básica - nos eixos. A proposta principal é recriar o Programa Médico de Família no município, pondo-o para funcionar dentro das regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde, o que não vinha acontecendo antes.


Primavera, Reginas e Rodobus

A situação precária do transporte coletivo no município de Magé se deve mais à postura do poder público que a conduta das empresas. O caso da falência da Transportadora Primavera, por exemplo, foi uma covardia sem tamanho, uma injustiça que, creio, jamais será reparada. Conheço muito bem esse processo e pasmem, foi desencadeado na gestão da prefeita Narriman Felicidade, que fez a primeira intervenção contra a empresa, o que a impediu de ser legalmente vendida.
Não estou noticiando isso por ter ouvido falar. Sei muito bem o que estou escrevendo. Esperneie quem quiser, mas o fato é que Narriman sacrificou a Primavera para abrir espaço para a bem estruturada Reginas, mas essa pulou fora por dois motivos: o governo Narriman abriu as portas para ela, mas não legalizou a concessão e deixou o transporte alternativo à vontade. Veio a gestão de Núbia Cozzolino e com ela o tiro de misericórdia: uma segunda intervenção foi feita e a frota sumiu. A Primavera está no prejuízo até hoje: 45 ônibus desapareceram como por encanto e os funcionários, coitados, ficaram ao Deus dará e a situação dos donos não é nada confortável, principalmente judicialmente falando.
Essa tal de Rodobus que está operando hoje no município sequer pode ser chamada de empresa de ônibus. É resultado de uma cooperativa de transporte formada em São Paulo. Está toda irregular e vai durar pouco em Magé. Fala-se muito sobre essa “empresa”. Uns apressam-se em dizer que seria ligada ao ex-prefeito Anderson Cozzolino, o Dinho e isso posso afirmar que não. A Alfa pode ate ter sido beneficiada com uma ou outra facilidade no processo licitatório e por omissão da Secretaria de Transportes, mas seus donos são vários e nenhum deles é de Magé, cuja população, já-já, estará livre dela para sempre.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Magé e a Rodobus

Dei uma olhadinha no contrato da empresa de ônibus Alfa Rodobus com a Prefeitura de Magé para a exploração das linhas municipais e comparando as clausulas com o serviço efetivamente prestado, não tive dúvida. Ela não atende em nada o que está no contrato que certamente será anulado pelo prefeito Nestor Vidal. Vários veículos estão em situação irregular e a maior parte da frota está caindo aos pedaços. São ônibus inservíveis em São Paulo trazidos para Magé por uma empresa não reconhecida pela Fetransport. Aí você me pergunta: Por que essa empresa ainda não perdeu a concessão? E eu respondo que não é tão simples assim...
Conversei com o prefeito sobre isso e ele me garantiu que fará uma nova licitação para o transporte coletivo de passageiros visando substituir a Alfa Rodobus, que nem deveria ter entrado no município, mas isso não pode ser feito de qualquer maneira. É necessário respaldo legal através de um ato jurídico perfeito e é isso que a Procuradoria do município está buscando.
Bastaria um decreto para esses cacarecos saírem das ruas, mas aí a empresa recorreria à Justiça e acabaria causando um grande prejuízo ao município com uma volumosa indenização. Uma operação pirotécnica nesse instante só serviria para fazer barulho e aparecer nas páginas dos jornais, pois não demoraria muito e a frota da Rodobus estaria nas ruas novamente. A cassação vai acontecer, mas de forma que não deixe dúvidas sobre a legalidade e pelo que fiquei sabendo essa semana, não vai demorar muito.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Professores de Guapimirim querem plano de carreira

Um plano de cargos e salários é tudo que os profissionais da rede municipal de ensino de Guapimirim querem que o prefeito Renato da Costa Mello Júnior, o Júnior do Posto lhes garanta. Representantes da categoria afirmam que um projeto de lei nesse sentido já estaria pronto, faltando apenas sua aprovação por parte da Câmara de Vereadores. Entretanto, ninguém na Prefeitura ou na Câmara confirmou essa informação até agora. Os professores se sentem desrespeitados em seus direitos. Reclamam do salário baixo e da inexistência de auxílio transporte. Também se queixam da falta de diálogo com o governo. Com a palavra o prefeito.



O que Mauá realmente quer?

Não há crescimento sem geração de emprego e renda. A oportunidade está ai batendo às portas do município. Tem a proximidade do Complexo Petroquímico que faz de Magé um ponto estratégico para as indústrias, o Arco Metropolitano a reforçar isso e a nova estrada interligando Duque de Caxias à Mauá a partir de Campos Elíseos, projetos de grande importância para uma região inteira sustentada esses anos todos na base do subemprego.
Os projetos para Magé sempre foram dificultados pela mentalidade tacanha de seus governantes e legisladores. Parcerias em alta escala com os governos federal e estadual eram recusadas sem que a população ficasse sabendo. O município já perdeu muita coisa por conta disso e por pouco não ficou sem o projeto de ampliação do sistema de abastecimento que vai levar água aos moradores de Mauá e Suruí. A Prefeitura, inadimplente, não pode receber os recursos e os R$ 50 milhões foram repassados à Cedae pelo governo federal. As obras começaram e 50% do projeto já está pronto. Quando a população ia correr para o abraço apareceu um dono da cidade embargando a obra.  A Prefeitura colocou tanto obstáculo que o canteiro de obras foi desmontado. Nesses últimos 20 dias as coisas começaram a andar de novo e o canteiro está sendo remontado para as obras continuarem.
Voltando ao questionamento explicitado no título desse artigo, eu indago sobre o que os moradores do quinto distrito querem? Recebi nas últimas 24 horas mensagens de pessoas se posicionando contra a nova e estrada e até contra a instalação de empresas. Se comportam como se Mauá fosse um paraíso e estivesse sob a ameaça do progresso. Vejam só que incoerência: os autores dessas mensagens querem emprego, mas são contra a instalação de empresas. Como falar em geração de renda sem indústrias? Isso, vejo eu, é impossível! Ou não?
Tem gente me falando em potencial turístico. Isso é brincadeira, não? Quem quer praias cheias de esgoto? Cadê a infraestrutura para receber os visitantes? Vocês acham que algum empresário do setor quer investir no fundo da poluída Baía de Guanabara? Amigos, Mauá precisa de emprego, renda e infraestrutura. Se vocês tiverem alguma idéia de como conseguir isso sem abrir as portas para o progresso escrevam para mim. Darei todo o espaço necessário para divulgá-las.



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Insensibilidade máxima em Cachoeiras de Macacu

Educação é coisa muito séria e é um direito de todos. Bem, isso depende... Em Cachoeiras de Macacu esse direito está sendo garantido apenas aos filhos de quem pode pagar uma escola particular, pois o prefeito Rafael Miranda não está nem aí para as camadas menos favorecidas. Se tivesse essa preocupação já teria negociado com os professores e garantido a volta às aulas.
Apoio integralmente os professores, mas sou contra greve nos setores de saúde, educação e segurança. Sou pela negociação sempre, pelo diálogo, pois nos casos de greve quem sofre é a população. A greve dos professores não está afetando em nada ao prefeito e a seus familiares. Eles não precisam da rede pública para nada. Se beneficiam do poder público com seus cargos e regalias, mas do atendimento propriamente dito não precisam.
Se depender de Rafael Miranda essa greve não terá fim. Para ele não importa que os filhos de seus eleitores fiquem sem aula. Ele quer mais é que se dane. Então, professores, repensem e mostrem para ele o quanto vocês são superiores e voltem às salas de aula. Continuem exigindo seus direitos e, no próximo ano, dêem a Rafael Miranda e aos vereadores que o sustentam na Câmara, a resposta que eles merecem.

TCE já analisa edital da estrada de Mauá

O edital de licitação para contratar a empresa que irá construir a estrada ligando Duque de Caxias a Mauá, quinto distrito de Magé, a partir de Campos Elíseos, já está sendo analisado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O anúncio foi feito na manhã de ontem pelo governador Sérgio Cabral ao prefeito Nestor Vidal, recebido em audiência no Palácio Guanabara.
Segundo o governador, a licitação deverá acontecer até novembro, para que as obras possam ser iniciadas imediatamente. Com essa nova estrada Mauá terá aberto o caminho para o desenvolvimento econômico. “Essa estrada será uma via expressa para o progresso. Empresas virão em seguida, gerando emprego e renda na região”, aposta o prefeito.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Magé elegerá 17 vereadores em 2012

Por 11 votos a um a Câmara de Magé aprovou hoje emenda na Lei Orgânica do Município fixando em 17 a quantidade de vereadores, aumentando em quatro o número de cadeiras. A nova composição vale a partir de 1º de janeiro de 2013, quando serão empossados os que se elegerem em outubro do próximo ano.
A votação foi presidida pelo vice-presidente, Leonardo da Vila. O presidente, Anderson Cozzolino abriu a sessão e passou os trabalhos para Leonardo, que por estar presidindo não votou na matéria. O voto contrário foi dado pelo vereador Genivaldo Ferreira Nogueira, o Batata, que defendeu que o número de cadeiras fosse fixado em 21.
Vale ressaltar que o aumento do número de vereadores não gerará mais gastos, pois a emenda constitucional aprovada pelo Congresso determina que o percentual de repasse para as câmaras não será ampliado. 

Magé e as diretoras de escolas

Quando o assunto envolve a rede municipal de ensino de Magé os ânimos ficam exaltados. Chovem comentários impublicáveis, a equipe de moderação tem um trabalho danado e de vez em quando escapa um. Começou a substituição das diretoras de escolas e eu não gostaria de estar na pele da secretária Sandra Mara de Brito, que a essa altura deve estar com as orelhas queimando. Quem saiu fala mal porque perdeu o cargo. Quem entrou elogia e quem esperava ser nomeada e não foi fala mal porque se acha injustiçado. Não entendo nada de educação. Minha única intimidade com a área está no fato de ser neto de professora, filho de professora e de ter sido casado com uma professora. No resto sou um “curioso” como outro qualquer, mas tenho a opinião de que o critério para a escolha das novas diretoras seja o da competência.
Ouvi o prefeito Nestor Vidal falar, reiteradas vezes, que não quer vereador mandando em escola nem nas unidades de saúde e que se isso acontecer vai sobrar para os secretários. Na última sexta-feira, por exemplo, o secretário Ricardo Baeta foi ao PSF do Parque Boneville para retirar de lá uma equipe não nomeada que estava se achando dona da unidade e queria controlar o posto a mando de um vereador. Isso também pode acontecer nas escolas se alguém metido a dono de bairro tentar fazer gracinha. Faço votos de que a mudança nas escolas seja para melhor. Espero que as diretoras que estão assumindo tenham maior desempenho do que o das que saíram e que os alunos sejam os grandes beneficiados.


Mauá quer as vagas da GDK

Com contrato com a Petrobras, a empresa GDK está de volta à Magé para mais uma obra, dessa vez em Mauá e seria ótimo se ela desse preferência para a mão-de-obra local. As contratações já começaram e os moradores estão chateados porque foram informados de que a empresa estaria trazendo operários de fora, o que não é proibido e nem ninguém pode obrigá-la a contratar os moradores da localidade. Entretanto, seria ótimo se o bom senso prevalecesse e a GDK abrisse as portas para os trabalhadores de Mauá.


Dois bicudos que se beijam

Os deputados Nelson Bornier (PMDB) e Anthony Garotinho (PR) sempre viveram às turras, dando caneladas um no outro, mas parece que isso já faz parte do passado. O ex-governador vai anunciar nos próximos dias que seu partido apoiará a candidatura de Bornier à Prefeitura de Nova Iguaçu. A aliança, pasmem os senhores, foi costurada por um outro ex-desafeto de Nelson, o ex-prefeito Altamir Gomes, presidente do PR no município.
Aliás, Bornier está trabalhando alianças com intuito de vencer a disputa logo no primeiro turno. Quer repetir as façanhas de 1996 e 2000. Deverá ter como adversários a fraquíssima prefeita Sheila Gama (PDT), o deputado Walney Rocha (PTB) e o ex-deputado Rogério Lisboa.
O PCdoB também fala em candidatura própria, mas ninguém acredita nisso. Tem gente vendo nisso apenas um meio de chamar a atenção para conseguir mais cargos no governo, além da Secretaria de Educação.


Uma cidade amplamente prejudicada

Que a concessionária de energia elétrica Ampla só não é pior porque é uma só todos sabemos. Presta um péssimo serviço e cobra caro por ele. Ainda tem aquele maldito chip instalado nos medidores que joga lá para cima o consumo. Porém, não é sobre isso que quero falar. Tem um problema ainda mais grave e atinge toda a população de Magé: o acordo feito com a Prefeitura para a quitação de uma dívida muito questionável estimada em R$ 60 milhões.
Esse acordo foi feito na gestão do prefeito Rozan Gomes e tem uma cláusula muito boa, para a Ampla, é claro. É o parágrafo que diz que se a Prefeitura acumular duas parcelas em atraso o acordo estará desfeito e o município tem de pagar o total de uma tacada só. Pois bem, o prefeito Anderson Cozzolino deixou duas parcelas em atraso e agora a empresa quer receber tudo de uma só vez. Sabe quando a Ampla vai conseguir isso? Nunca!
A Procuradoria do município analisou o documento e descobriu que essa cláusula leonina pode ser usada para desfazer o acordo e isso será feito através de uma ação judicial. Além disso, o valor da dívida será auditado e a Ampla terá de dar as devidas explicações, inclusive sobre o total já pago. Aliás, essa dívida que a concessionária diz existir poderá cair bastante, porque os cálculos feitos não são nada transparentes e estão trancados numa espécie de caixa-preta. Pelo que vi, acho que Magé vai levar a melhor sobre a Ampla dessa vez.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Promotoria investiga contratos em Magé

A Procuradoria Geral da Prefeitura de Magé recebeu do Ministério Público Estadual pedido para que cerca de 40 processos de prestação de serviços feitos com empresas para vários setores da administração municipal sejam enviados à promotoria para serem investigados. Esses contratos estão entre os mais de 200 suspensos pelo prefeito Nestor Vidal por suspeitas de irregularidades. Entre os contratos estão os firmados para locação de equipamentos para a rede municipal de Saúde, limpeza e manutenção e os assinados através das secretarias de Obras e Serviços Públicos.
Num primeiro levantamento constatou-se que a Secretaria de Obras não funcionava como tal, mas com gestão privada. Todos os serviços eram executados através de empresas, mas, em muitos casos, com mão-de-obra da Prefeitura, ou seja, os trabalhadores da secretaria. A promotoria vai investigar, por exemplo, como era construído um colégio, pois está de posse de informações dando conta de que empresas privadas usavam como parte da mão de obra, trabalhadores da Prefeitura.
Se comprovadas as irregularidades, os responsáveis pelas empresas e os gestores do município – secretários e prefeito – serão enquadrados na Justiça, podendo ser condenados a devolverem aos cofres públicos os valores pagos indevidamente a essas empresas.

Quinze, dezessete ou vinte e um?


A Câmara Municipal de Magé tem atualmente 13 vereadores, mas poderá chegar a 21 se prevalecer o limite imposto da emenda constitucional que aumentou o número de vereadores em todo o país. Aumento de uma formação legislativa implica em mais gastos com gabinetes, combustível, salário e assessoria, o que não contém a nenhum município brasileiro. Em várias cidades as câmaras estão dando bons exemplos e emendaram a lei orgânica municipal fixando a composição do Legislativo no número de cadeiras atuais. Em Mesquita, por exemplo, ficará 12 vereadores.
Tenho conversado com alguns vereadores de Magé e a tendência é de que a próxima composição não chegue ao teto de 21. Estão discutindo um aumento de cadeiras entre 15 ou 17 vereadores. Se os atuais membros da Casa ouvissem a opinião pública certamente não mexeriam nesse vespeiro e deixariam as coisas como estão, mas pelo que ouvi na última sexta-feira, será votado um dispositivo fixando em 17 o número de representantes a partir de 2012.



Dinheiro devolvido

O juiz Orlando Eliazaro Feitosa determinou a devolução dos R$ 50 mil apreendidos na casa do vereador de Magé, Guilherme Marcatti, durante a campanha eleitoral. O dinheiro estava depositado judicialmente na agência do Banco do Brasil em Magé desde o dia 27 de julho. O mandado foi assinado no dia 23 de agosto e recebido pelo Banco do Brasil no dia 26. O dinheiro já foi devolvido ao vereador, que comprovou a procedência do montante.

domingo, 4 de setembro de 2011

A comunidade como fiança

Sempre ouvi falar horrores de algumas diretoras das escolas da rede municipal de Magé na gestão passada: perseguição aos professores concursados, malversação de recursos e uma subserviência cega à ex-deputada Jane Cozzolino, que não poderia nem passar perto de um setor público, mas posava de secretária de Educação e agia mesmo como tal. A subserviência era tanta que Jane mandou e elas assinaram procuração para que ações judiciais fossem impetradas contra mim numa tentativa de impedir que eu continuasse publicando notícias sobre irregularidades no setor. Hoje, essas mesmas diretoras estão aí forçando uma barra danada para permanecerem nos cargos. Muitas delas estão com dificuldades para fechar as contas e certamente vão dizer, como no caso das procurações, que se erraram é porque foram obrigadas a isso. Essa desculpa não vai valer na Justiça, pois Jane não era gestora de nada. Quem assinou é que terá de se explicar na prestação de contas.
Algumas dessas profissionais estão apelando para as comunidades, recolhendo assinaturas de pais de alunos, uma espécie de fiança para suas pretensões, mas o pior é que as denúncias de desrespeito continuam chegando a mim. Recebi e-mail de uma professora da Escola Municipal Ernesto Cozzolino, localizada no Parque Estrela. Essa unidade é dirigida por Verônica Luz, que já acionou a comunidade e jurou dedicação eterna para se manter no cargo. Ela é uma daquelas que obedeciam cegamente as ordens de Jane Cozzolino.
“Sou professora desta comunidade há 10 anos. Durante os últimos seis passei por muita humilhação, constrangimentos e, principalmente, a falta de liberdade de expressão. Sou pós-graduada em matemática e durante o governo dos Cozzolinos, até para o maternal da creche (localizada na mesma comunidade) fui transferida por ser oposição ao governo e ter me envolvido do movimento da Educação contra os Cozzolinos. Com essa punição, adquiri uma artrose na coluna cervical, que me obriga a ficar na base de remédios.
Desde o dia 31/07, após a confirmação do resultado da eleição tive a certeza que o basta de Deus havia chegado para mim e para tantos outros colegas pisoteados pelo governo anterior. Meu “castelo de sonhos” de liberdade e dignidade foi terrivelmente abalado pela ação de minha atual diretora, Verônica Luz. Ela havia passado um abaixo-assinado na escola para solicitar ao prefeito a sua permanência. Eu fui a única concursada que me recusei a assiná-lo, pois não acreditava mais em perseguição e vinganças e sim em uma grande mudança começando por nossa escola e comunidade.  
“...fiquei assustada quando os alunos começaram a me dizer que o prefeito havia comparecido na escola e feito uma reunião com os “profissionais” e com a comunidade”. Ao terminar de minha aula (às 11h e 15 min) fui até a secretaria e, apesar de não concordar com a gestão da diretora e de achá-la incompetente para tal cargo, me dirigi a ela com toda educação como sempre e dei-lhe bom dia, e a indaguei quanto a reunião que os alunos falara. Perguntei a ela se havia acontecido alguma reunião com os funcionários e recebi como resposta que “sim, teve sim” (um sim com ar de ironia), aí perguntei a diretora o porque de eu não ter sido avisada, já que além de funcionária moro próximo à escola e certamente compareceria na reunião. A diretora olhou bem para mim e me disse “sua presença não era necessária”.
O relato é longo e mostra que essa diretora não percebeu que Magé votou por mudanças, pelo fim à perseguição e outras práticas. Acho que essa e as outras que pensam como ela terão muitas dificuldades de adaptação aos novos tempos.

sábado, 3 de setembro de 2011

Uma estranha oposição em Casimiro de Abreu

Circulou na internet durante essa semana passada, uma foto que mostra os três principais pré-candidatos da oposição do município de Casimiro de Abreu abraçados e sorridentes. Paulo Dames, Naildo Macabu e Ramon Gidalte posaram de bons amigos e jogaram luz sobre a estratégia que resolveram adotar para desestabilizar o governo. O trio uniu forças e esqueceu as diferenças para investir no caos e tentar enfraquecer o prefeito Antônio Marcos, que, segundo seus aliados, “precisa abrir o olho”, pois a ideia seria bombardear todas as ações positivas da administração e apostar no quanto pior, melhor.
De acordo com os aliados do atual prefeito, para conseguir um resultado mais eficaz, o trio tem orientado os correligionários no sentido de espalhar informações truncadas sobre as ações do governo. Existe ainda um pacto de não agressão, um acordo para resguardar a reputação dos envolvidos no esquema. Um não fala mal do outro, e os três falam mal do prefeito.
Recentemente, quando começaram a pipocar as condenações do ex-prefeito Paulo Dames no Tribunal de Contas, quase que a coisa azedou. Como a Prefeitura tem mantido as informações nos limites do seu departamento jurídico, a ansiedade tomou conta dos grupos que apoiam Naildo e Ramon. Por pouco não jogaram na rua uma campanha classificando Paulo Dames como ficha suja. A ideia era colocar na conta da Prefeitura o vazamento das informações.
                A manipulação engenhosa da opinião pública tem colocado cabos eleitorais desavisados a serviço dos três. O pessoal ligado a Paulo Dames está trabalhando para Naildo e Ramon, enquanto a turma dos dois faz campanha para Paulo Dames. Os três políticos vivem entre tapas e beijos há mais de dezesseis anos. Um jogo de cena que já fez muita gente de boba. Essa história tem até trilha sonora. Só que dessa vez quem vai cantar o refrão “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão” é o pessoal que anda pelas esquinas servindo de massa de manobra.
Até agora, o plano estava dando certo. Mas o jovem Henrique Macabu estragou tudo, sem querer. Os três estavam de cochichos, dia 24 de julho, na final do campeonato de futebol society do Clube Indaiassu, patrocinado pela Prefeitura, quando o rapaz sugeriu a foto. Pegos desprevenidos, foram parar nas redes sociais e a fotografia causou espanto e serviu de motivo para uma série de piadas. As consequências da união dos três políticos, ao contrário, não tem nada de engraçado. De repente tudo o que é bom para população passou a ser ruim para eles. O objetivo maior do trio é atrapalhar o governo e evitar que os índices de aprovação cresçam e inviabilizem as candidaturas da oposição.
Existem exemplos recentes dessa campanha. A concessão de 40 % de aumento para os servidores virou uma má notícia na boca da oposição, que foge das comparações entre o atual governo e os anteriores, afirmando que obra é bobagem, porque o povo gosta mesmo é de cesta básica. O esquema é tão eficiente, que a falta de médicos no hospital de Barra de São João, administrado pelo Estado, passou a ser, nos jornais e na televisão, responsabilidade do município.  Esqueceram-se de dizer que o governador é do PMDB, mesmo partido do pré-candidato Paulo Dames. Vale lembrar que, em plena crise de médicos, o mesmo Paulo Dames reuniu-se, no Rio, com o presidente do seu partido. Durante a conversa, pediu apoio para a sua candidatura, mas omitiu o drama do hospital. Ficou com receio do PMDB resolver o problema e atrapalhar sua campanha. Afinal de contas, o que dá voto para a oposição é o sofrimento das pessoas.

O que eles entendem como absurdo?

“Vou buscar respaldo na lei e reunir vereadores para intervir contra esse absurdo”. Essa declaração foi dada ao jornal Extra de hoje pelo o presidente da Câmara de Vereadores de Magé, Anderson Cozzolino, o Dinho, falando sobre a retirada do nome Cozzolino da fachada das escolas. Vejam bem o que ele falou: “esse absurdo”. Amigos, Dinho, que foi prefeito até o dia 9 de agosto está condenando o cumprimento de uma sentença judicial. Quem mandou que os nomes fossem retirados foi o Poder Judiciário e aí vem o presidente da Câmara dizer que o prefeito Nestor Vidal está cometendo um absurdo.
Vou dizer aqui o que é absurdo. Absurdo é ignorar uma sentença dada no dia 4 de novembro de 2008 pura e simplesmente para manter o nome Cozzolino em evidência. Amigos, quando a justiça deu essa sentença, a partir de uma ação proposta pelo Ministério Público, foi estabelecido que por cada dia de desobediência a Prefeitura teria de pagar uma multa de R$ 10 mil por cada uma das escolas. Façam as contas e constatem o tamanho desse rombo e aí me respondam o que realmente é absurdo? Além de descumprir a sentença, a gestão anterior encobria da população outro grande absurdo. Essas escolas não existem para o Ministério da Educação. Vocês sabiam disso? Ficarão sabendo porque vou informar agora o nome verdadeiro dessas tais escolas.
A Escola Municipal Affonsina Cozzolino chama-se na verdade Desembargador Oswaldo Portela; a Afonso Cozzolino, Barão de Iriri; a Clotilde Alem Cozzolino, Parque Boneville; a Ernestina Thereza Elvira La Padulla Cozzolino, Verônica Maria Nunes; a Genarino Cozzolino, Walter Moraes de Arruda; a Hélio Cozzolino, Noemia Teixeira dos Santos; a Pergentina Cozzolino II, Maria Clara Machado; a Raphael Cozzolino Neto, Délio Pereira Sampaio; a Creche Municipal Ernesto Cozzolino, Nossa Senhora Aparecida; a Isolina Cozzolino, Evanir da Silva Gago; a Eduardo Cozzolino, Ruth Taldo França; a Antonio Cozzolino; Ophélia Ribeiro Martins; a Ana Maria Cozzolino, Mário Pinheiro; a Marieta Cozzolino, Celso Goulart; a Elazir Vianna Cozzolino, João Espiridião dos Santos; a Renato Cozzolino, Horácio da Silva Mello Filho; a Raphael Cozzolino Junior, Paulo Freire; a Benito Cozzolino, Geralda Izaura; a Bruno Cozzolino, Gisnei Câmara; a Ernesto Cozzolino, Tiradentes; a Maria Tereza Cozzolino, Maria Araújo da Silva e a Escola Municipal Raphael Cozzolino chama-se de fato Geralda Alves da Silva.

Chegou a hora da onça beber água...

Ontem o prefeito Nestor Vidal reuniu o secretariado para fazer o dever de casa. A reunião começou às 9h e terminou às 13h e foi muito positiva, mas vou pontuar aqui dois setores, os de Saúde e Educação. O prefeito chamou os secretários Ricardo Baeta e Sandra Mara e afirmou: “Não quero vereador mandando em postos de Saúde e muito menos nas escolas”. Isso, por si só, mostra que o prefeito não pretende se afastar um milímetro sequer dos compromissos firmados durante a campanha, gostem os vereadores ou não.
Gostei disso e acho que vocês também irão gostar, pois ficou decidido que muitas mudanças ocorrerão a partir desse mês.  Ouvi, por exemplo, o prefeito reiterar ao secretário Baeta que o que ele quer ver atuando nos postos do Programa Saúde da Família são médicos, enfermeiros, agentes comunitários de Saúde e não cabos eleitorais desse ou daquele vereador. Nestor também sentenciou: “Não quero saber de chefe de PSF e muito menos nessa figura batizada de colaborador”. O secretário respondeu que não existe nenhum colaborador ou chefe nomeado e que essas unidades serão mesmo controladas por profissionais da área da Saúde.
No caso da Educação a posição não foi diferente. Muitas contas não estão fechando e tem diretora que terá de meter a mão no bolso para ressarcir os cofres públicos por não terem respeitado as regras do jogo. A verdade é que muitas diretoras andaram metendo os pés pelas mãos e agora terão de responder por isso. Dizer que foram obrigadas a errar não justifica. Afirmar que cumpriram ordens para fazer o que fizeram não é tese de defesa, mas confissão de cumplicidade, pois ninguém é obrigado a cumprir ordens absurdas.
Pelo que vi, os próximos dias serão de muita choradeira e tentativa de transferir responsabilidade, mas a verdade é que muitos erraram e ninguém poderá alegar que assinou isso ou aquilo porque estava com a faca no pescoço. A fatura será enviada pela Justiça e quem deve terá de pagar. É isso que a sociedade esperar e é assim quem tem de ser. Dizer que fizeram besteira por que Jane Cozzolino mandou não vai livrar a cara de ninguém.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sociedade vai decidir sobre IPTU de Magé

O prefeito Nestor Vidal anunciou a formação de uma comissão para discutir com a população, através da sociedade civil organizada, a revisão dos valores do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), estabelecidos a partir de 2008.
A comissão vai se reunir com as entidades representativas para um debate franco e aberto. As sugestões serão analisadas e para formarem a base do projeto de lei que definirá o valor do IPTU a ser cobrado em 2012.
“A população foi muito penalizada nos últimos anos. Não podemos abrir mão de receita. Isso é lei, mas também não podemos onerar o contribuinte cobrando um imposto injusto”, afirmou o prefeito.



Começa hoje a retirada do nome Cozzolino das escolas de Magé

Começa hoje, às oito horas, a retirada do nome Cozzolino das fachadas das escolas de Magé. A medida é para cumprir uma decisão judicial tomada há mais de dois anos e descumprida pela Prefeitura. A desobediência que causou uma dívida de mais de R$ 40 milhões referente a multas pelo descumprimento da sentença. Serão mudados todos os nomes indicados na ação judicial.
Um Termo de Ajuste de Conduta proposto pelo Ministério Público obriga a administração municipal a retirar o nome a partir de hoje. A decisão da Justiça saiu no dia 4 de novembro de 2008 e foi comunicada à então prefeita Núbia Cozzolino, mas nada foi feito no sentido de acatar a sentença proferida pelo juízo da juíza da 1ª Vara Cível, que estipulou uma multa diária de R$ 10 mil por cada escola em caso do não cumprimento da ordem judicial.
A retirada do nome começa pela Escola Municipal Pergentina Cozzolino, localizada no centro da cidade.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Em Guapimirim é proibido pedir aumento

Os professores da rede municipal de ensino de Guapimirim estão mantendo uma espécie de linha direta comigo. Me escrevem contando sobre as dificuldades, falam de seus anseios, queixam-se do salário baixo e da falta de diálogo com o prefeito que se faz de surdo e mudo quando a questão é o funcionalismo. Também me dizem de algumas assombrações, de pessoas que estariam recebendo sem trabalhar... Isso é muito grave, excelência!
 Uma professora concursada que está na rede desde 2005 questiona, por exemplo, o vencimento de R$ 545. O salário líquido chega a R$ 887 com o Fundeb. Isso é muito pouco, prefeito. Se o senhor gastar um pouco menos com festas poderá fazer uma graça com a categoria, pondo mais comida na mesa dessas profissionais, que também precisam se vestir, comprar remédios, pagar conta de luz, telefone e, em muitos casos, até o aluguel. Muitas delas, prefeito, sustentam a casa sozinhas.
“Até hoje não temos um plano de cargos e salários, sou professora 2, mas desviada de função desde quando concluí minha faculdade (2005). Sou pós-graduada e até hoje nada de planos de cargos. Eu e mais um monte. O município somente paga R$ 887 (líquido) para os professores 2. O professores 1 recebem R$ 100 a mais. Existem professores atuantes como professores 1 que nem terminaram a universidade e mesmo assim recebem como professores 1. Já os desviados formados, continuam recebendo como 2. Não temos um investimento na nossa qualificação, auxílio transporte e nada. E o pior se questionamos se teremos aumento ou algum benefício. Dizem assim: Quem não estiver satisfeito, avise por favor, que mandaremos embora! Bem... existem funcionários que recebem sem trabalhar e infelizmente os que trabalham, não podem nem obter um esclarecimento e nem questionar dos seus direitos. Uma vez disse no setor de Departamento Pessoal da Prefeitura, que gostaria de abrir uma solicitação de enquadramento. Simplesmente disseram que não poderia por não existir nenhuma autorização para isso.”
Bem, está aí o relato da professora. O nome dela? Vai ficar guardadinho aqui no meu arquivo, para que ela não venha receber nenhum tipo de punição pela coragem de reclamar comigo sobre aquilo que ela não pode dizer aos que mandam em Guapimirim.


CRT se volta de novo contra Magé

Além de cercar a cidade com postos de pedágio, cobrando a tarifa até de quem vai de um bairro a outro dentro do próprio município onde mora, a Concessionária Rio Teresópolis (CRT), inicia mais uma ação mesquinha contra a população de Magé e o pior, com ajuda de parlamentares que deveriam defender os interesses do povo e não agirem como se estivessem a serviço dessa empresa.
O caso é o seguinte: o governador Sérgio Cabral assumiu com o prefeito Nestor Vidal o compromisso de construir uma estrada ligando Duque de Caxias a Mauá, a partir de Campos Elíseos. Essa via é de extrema necessidade para o desenvolvimento econômico de Magé, com indústrias gerando emprego e renda, mas a CRT não quer sair perdendo e já começou a operação boicote, com apoio de deputados federais e estaduais, numa operação sigilosa para impedir a abertura dessa via, cuja construção seria rápida, uma vez que a obra mais complicada no trecho é a construção de uma ponte.
Esse grupo parlamentar já começou a agir nos bastidores. Esse tipo de gente adora atuar escondido, mas me comprometo a identificar um por um e revelar seus nomes para que a população decida o que fazer com eles nas urnas. O fato é que a CRT se posiciona mesmo como inimiga do povo de Magé, pois quem age contra o progresso de uma cidade não pode mesmo ser visto de outra forma.