quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Corda bamba de Lupi desequilibra pré-candidatos


Tendo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, como maior ponto de apoio, os pré-candidatos a prefeito pelo PDT no estado do Rio de Janeiro começaram a pisar em falso desde o último fim de semana, com as denúncias de corrupção envolvendo assessores de Lupi, que segundo parlamentares do próprio partido, dificilmente permanecerá no cargo.
O deputado estadual Janio Mendes, que pretende disputar a Prefeitura de Cabo Frio, não quer mais que a sua participação nas inserções do PDT na TV sejam apresentadas por Lupi, que até ontem aparecia apresentando nomes como Janio, Narrimam Zito, Zelito Tringuelê, Carlos Correa, Oswaldo Ratinho e Zealdo Amaral, todos pré-candidatos a prefeito.
A situação de Lupi se complicou bastante depois de uma declaração dele a imprensa, dizendo que não sai do ministério por vontade própria e nem será demitido. Os caciques do governo não gostaram da reação de Lupi sobre as denúncias de corrupção no Ministério do Trabalho. A percepção foi que o ministro exagerou no tom. Ele afirmou que fica no governo, que duvida que a presidente Dilma Rousseff o tire, que não sai nem na reforma ministerial, prevista para janeiro. Porém, apostas são de que ele não duraria mais quinze dias no cargo.

Um “pacote cultural” para Magé

Um museu para contar a história do jogador de futebol Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, está no pacote cultural fechado ontem em Brasília pelo prefeito Nestor Vidal. O município vai ganhar ainda uma biblioteca comunitária e terá construída a Praça da Cultura. Acordo de cooperação nesse sentido foi firmado com o Ministério da Cultura e esses projetos deverão ser implantados no próximo ano.
Ontem o prefeito se reuniu também com o ministro da Pesca, Luiz Sérgio de Oliveira, que comunicou a Nestor que visitará Magé nos próximos dias, para definir uma parceria com o governo municipal, visando desenvolver projetos que beneficiem os pescadores locais.
Daqui a pouco o prefeito vai se encontrar com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com quem assinará acordos para a liberação de vários equipamentos para os dois hospitais municipais. Nestor viajou acompanhado do vereador Álvaro Alencar, do chefe de gabinete, Paulo Vaz e da secretária de Ação Social, Selma Vidal, que também tem agendas a cumprir no Ministério do Desenvolvimento Social.

O prefeito Nestor Vidal assinou o acordo com o Ministério da Cultura ontem à tarde



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Esses valentões da PM...

Mudou o comando do 34º BPM, mas a coisa continua ruim em Magé. Prender bandido que é bom nada, mas sobra tempo para atos de covardia como a praticada contra um funcionário da Prefeitura, um jovem que apanhou de um integrante de uma guarnição que patrulhava o bairro Mundo Novo na noite de 28 de outubro.
O rapaz, que trabalha na Secretaria de Controle Interno, seguia para casa e foi interpelado pelo PM machão. Identificou, falou onde trabalhava e morava, mas mesmo assim apanhou. Depois da covardia ainda ouviu uma gracinha: “Agora sabemos onde você mora e quem são seus parentes. Portanto não fale nada com ninguém”.
Já se passaram 13 dias, o comando do batalhão tomou conhecimento do caso e nada fez até agora. Será que a coronel e o major que comandam a unidade estão esperando coisa pior para poderem agir?


CRT perde mais uma para Teresópolis

A máxima popular de que a união faz a força se confirmou mais uma vez na luta dos moradores de Teresópolis contra a CRT. Eles, que já haviam conseguido acabar com a cobrança de pedágio na altura do Vale Paquequer, agora receberão de volta os valores que pagaram antes de obterem o fechamento do posto de cobrança instalado na localidade.
Ontem a 10ª Vara Federal condenou a Concessionária Rio Teresópolis a pagar indenizações por danos morais e materiais aos moradores. Essa vitória é fruto de uma batalha judicial constante de quatro ações populares e duas civis públicas, todas com mais de mil assinaturas.
Isso deveria servir de exemplo aos moradores de Magé, que reclamam, reclamam, mas nada fazem efetivamente. Se realmente se unirem e recorrem à Justiça certamente conseguirão.

É o errado que está certo?

Na quinta-feira o prefeito Nestor Vidal estará completando exatos três meses de mandato. Ele tomou posse no dia 10 de agosto e encontrou um sepulcro caiado. Limpo por fora, podre por dentro. Desde então vem promovendo uma verdadeira arrumação na casa. Em vez de demitir todos os ocupantes de cargos comissionados e contratados, optou por manter os empregos. Isso vem dando certo na maioria dos casos, porém, tem causando problemas em alguns setores. O boicote é visível e se os secretários não prestarem mais atenção, essa pequenina parte, pode causar um estrago danado e comprometer o projeto de mudança pretendido e apoiado pela maioria da população, essa massa que põe o coletivo bem acima do pessoal.
Ontem pela manhã o vigia (funcionário efetivo) de uma creche municipal procurou o governo e relatou um grande absurdo. Segundo ele, na noite da última sexta-feira, a diretora dessa creche entrou na unidade e foi direto ao setor onde ficam guardados os alimentos que são preparados paras crianças. O vigia relatou que a ela deixou o freezer aberto e foi embora, certamente achando que estaria sozinha no prédio. Objetivo, subentende-se, seria o de estragar os produtos para que na segunda-feira as crianças ficassem com fome. O caso foi levado ao conhecimento da Secretaria de Educação e as providências deverão ser tomadas hoje.
Ações de boicote têm sido constatadas na administração municipal, mais precisamente nos setores de saúde e educação. No caso da creche, a diretora tem antecedentes. Reclamam que mostrava seu descontentamento com a preferência dos eleitores por Nestor Vidal durante a campanha e que partia para o ataque. É acusada de oprimir funcionários e de, numa dessas caminhadas da vida, por pouco não ter agredido um hoje membro do primeiro escalão do governo.
Sou contra retaliações políticas, mas acho que os verdadeiros interesses do povo precisam ser resguardados a todo custo. Tem muita gente furiosa com a arrumação da casa e deturpa o fato de as ações estarem acontecendo de dentro para fora. Esse pessoal defende o quanto pior melhor e entende que o errado é que está certo. Infelizmente, tem muita gente achando que ainda pode fazer Magé de refém, só que esse resgate não pode ser pago pelo povo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Promotoria vai investigar reforma de escolas em Araruama

O município de Araruama está pagando pelas reformas mais caras dos Brasil, considerando o tamanho de duas escolas, cujas obras foram contratadas pelo prefeito André Mônica junto às empreiteiras Arqplan e Vegeele. Os valores desses contratos, considerados absurdos, foram denunciados ao Ministério Público para serem investigados. As duas reformas custaram ao contribuinte de Araruama exatos R$ 5.377.375,04.
Localizada no bairro Bananeiras, a Escola Municipal André Gomes dos Santos entrou em reforma pelo preço de R$ 2.750.554,66, valor cobrado pela empresa Arqplan. Já a empreiteira Vegeele foi contratada pela Prefeitura por R$ 2.626.820,30 para reformar a Escola Municipal Honorino Coutinho, no bairro Morro Grande.
Manobra estranha
Outra situação muito suspeita envolvendo gasto do dinheiro público em Araruama também foi denunciada ao Ministério Público, apontada como uma jogada para privilegiar uma empresa no processo licitatório. Nesse caso, a empresa venceu a licitação, na modalidade tomada de preço, apresentando custo estimado em menos de 10% do valor real do contrato
A empresa Artlagos Concreto foi contratada para construir uma escola numa área de 1.153 metros quadrados, ao prelo total de R$ 98.354,87 e depois o contrato foi aditado para R$ 1.491.557.90. Essa estranha matemática favoreceu a Artlagos na licitação, pois apresentando o primeiro preço não seria vencida por ninguém na concorrência.



Justiça condena Lindberg mais uma vez

Um ato irregular, confessado depois através de um decreto, gerou mais uma condenação do ex-prefeito de Nova Iguaçu, o hoje senador Lindberg Farias (PT), por crime de improbidade administrativa. Lindberg, que está com os bens bloqueados por conta de outros processos, foi condenado na semana passada pelo juízo da 5ª Vara Cível de Nova Iguaçu, em Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público. O então prefeito nomeou, em 2005, uma militante do PT de Belém, estado do Pará, para um cargo que não existe.
Segundo a denúncia, Lindberg nomeou e manteve no cargo de assessora de vice-prefeito, a paraense Valéria da Cunha Santos, apesar de o cargo de vice ter sido declarado vago em abril de 2005, pelo fato de o vice-prefeito Itamar Serpa não ter tomado posse. Em seu depoimento Vania afirmou que nunca trabalho no gabinete do vice-prefeito. Ela foi exonerada no dia 22 de novembro de 2005 e depois nomeada como assessor especializada na Secretaria de Governo. Depois do depoimento de Vânia os cargo de assessor de vice-prefeito foram transformados, por meio do Decreto 7350/06, em assessor da Secretaria Municipal de Governo, atestando a improbidade do ato anterior.


Bens bloqueados

Em julho Lindbergh Farias teve os bens bloqueados pela Justiça em outro processo por improbidade administrativa, no qual ele é acusado, de, como prefeito de Nova Iguaçu, de contratar uma empresa de forma ilícita para realizar obras de saneamento na cidade, entre 2005 e 2006. A decisão foi da juíza Maria Aparecida Silveira de Abreu, da 1ª Vara Cível de Nova Iguaçu. O hoje senador responde a vários processos de improbidade administrativa propostos pelo Núcleo de Nova Iguaçu da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva.
Esse processo refere-se a uma investigação do MP, que acusa a Prefeitura e a Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni) de terem contratado ilegalmente a empresa Rumo Novo Engenharia, que, segundo os promotores, era “uma sociedade de fachada”.  De acordo com o MP, um dos sócios da empresa era Francisco de Assis Martins Pinto, primo do então secretário municipal de Obras, o ex-deputado federal Rogério Martins Lisboa. Os dois são réus no mesmo no processo e também tiveram os bens bloqueados, juntamente com Lindberg e outras cinco pessoas. A investigação concluiu que a Rumo Novo assinou oito contratos que totalizavam R$ 5,9 milhões, mesmo sem ter equipamentos e empregados registrados.



Magé estabelece conduta para prestação de contas

Através da Secretaria de Controle Interno, a Prefeitura de Magé esta baixando uma norma de conduta para auxiliar as diretoras das escolas da rede municipal de ensino na prestação de contas dos recursos financeiros recebidos diretamente pelas unidades de ensino. Uma espécie de cartilha será entregue às diretoras e elas terão de adotar as instruções passadas pelo Controle Interno.
Nos últimos anos o que mais se ouviu no município foram denúncias de irregularidades na aplicação desses recursos. Algumas ex-diretoras estão com prestação de contas pendentes e muitas delas em situação difícil.
Os recursos são do governo federal e somam cerca de R$ 2 milhões por ano. O dinheiro vem através de programas como o Programa de Dinheiro Direto na Escola (PDDE), Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) , Programa Mais Educação e o Programa Escola Aberta.


domingo, 6 de novembro de 2011

Que coisa feia, prefeita

A prefeita de Nova Iguaçu, Sheila Gama (PDT), está arrochando as clínicas de saúde e laboratórios conveniados cujos donos ousem reclamar do calote que a Prefeitura lhes está pregando. A dívida já passa de R$ 12 milhões e quem fala mal do governo por isso recebe a visita dos bem mandados fiscais, do tipo o que o mestre mandar faremos todos.
Em tempo: Onde e em que a dona prefeita está enfiando o dinheiro que todos os meses o governo federal, através do Sistema Único de Saúde (SUS), manda para pagar essa conta? Vale lembrar a prefeita e ao secretário de Saúde, Josemar Freire dos Santos, que o dinheiro das prestadoras de serviço chega através de verba carimbada e não pode ter outra finalidade.

Transparência: é isso que Magé quer e espera

“Após anos de roubo, cassações de mandato, contas superfaturadas, notas fiscais desaparecidas, o município está muito pior que há 30 anos. Quero devolver a dignidade do povo e mostrar valores de ética e conduta. É com isso que vamos conseguir a transparência efetiva. Não tenho medo de abrir as contas da Prefeitura. Sei onde eu quero ir e aonde quero levar Magé. Não sou político de carreira. Estou aqui para recuperar Magé. Caso eu não consiga, não me recandidatarei”.
Essas palavras foram proferidas pelo prefeito de Magé, Nestor Vidal, na abertura da 1ª Conferência Municipal sobre Transparência e Controle Social (Consocial), encerrada na última sexta-feira. No evento ele convocou os conselheiros municipais e a sociedade civil organizada a fiscalizarem as ações de sua administração. “Nosso propósito é acertar e é isso que buscamos no dia a dia, mas é claro que cometemos erros. Nos apontem esses erros. Transparência é isso e nós precisamos dessa participação para erramos menos e acertar mais”, afirmou.
Outra fala importante foi a do vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, que foi duro em suas palavras. “Nos não podemos ter Magé pobre como temos. Este evento fala sobre a corrupção, o grande vilão que não deixa o município crescer. O dinheiro público é para ser implantado dentro da cidade e não no bolso de outras pessoas. Eu quero ver o município feliz, rico e transparente”, desabafou o vice prefeito.

sábado, 5 de novembro de 2011

Não chamem o doutor!

Médico, prefeito de Resende faz firula na TV, mas deixa cidadãos morrerem sem socorro

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) construída pelo governo estadual na região da Grande Alegria, em Resende, é somente uma da obras executadas pela administração estadual no município que estão ganhando destaque nas propagandas de televisão veiculadas pelo prefeito José Rechuan Junior, que vem pegando carona nas obras do estado, enquanto a realidade da saúde administrada por ele mostra um quadro assustador.
A vítima mais recente do descaso na saúde é uma jovem de 25 anos, morta na semana passada, na localidade de Engenheiro Passos. Isso aconteceu na última terça-feira, Dia de Todos os Santos. Daiane de Oliveira Faria Lamin procurou atendimento médico no posto de saúde local, onde a médica teria suspeitado de trombose. Mesmo com a ambulância estacionada em frente à unidade, pronta para levá-la para o Hospital de Emergência, a jovem teria sido mandada de volta para casa para buscar documentos. O tempo precioso perdido por Daiane durante o trajeto tirou a vida dela. A jovem foi encontrada morta horas depois e isso mostrou a verdadeira face do governo municipal, preocupado em fazer firula na televisão, enquanto famílias inteiras sofrem pela morte de entes queridos, vítimas de negligencia médica, como Daiane.
Os moradores de Engenheiro Passos estão indignados com a qualidade no atendimento do posto de saúde local. Daiane foi atendida na unidade na tarde de terça-feira, 1º de novembro, sentindo dores nas pernas. De acordo com os moradores, outros pacientes já faleceram depois de terem sido atendidos no posto. “Sempre morre gente aqui nesse posto”, disse uma das moradoras entre a aglomeração de pessoas em frente ao posto. “Ela veio trocar a calça jeans que estava apertada e buscar os documentos porque a Dra. Pâmela suspeitou de trombose  e ia encaminhá-la para o Hospital de Emergência. A ambulância estava até esperando na porta do posto. Ela foi ao posto de bicicleta e voltou em casa para guardar a bicicleta também. Só reclamou de dores nas pernas”, relatou a sogra de Daiane, Ângela Maria da Silva Lamin.

Revolta na localidade
Vários moradores do distrito reclamaram do atendimento na unidade e desabafaram sobre outros casos de suspeita de negligência médica. “Faz uma semana que um senhor de idade chegou a ser atendido no posto com pressão alta e morreu em seguida. Há outros casos também. Sempre morre gente aqui, está tudo largado” reivindicou a moradora Irinéia dos Santos Lázaro. Thiago de Freitas, morador há 16 anos do distrito, disse que aconteceu o mesmo com o seu pai há um ano. “Meu pai passou mal em casa e ligamos para o posto. A ambulância não estava no posto, arrumamos um carro e levamos ele. Chegando na unidade a enfermeira que atendeu porque não tinha médico. Ao atender ele, ela disse que não podia fazer nada. Decidimos levá-lo para o hospital de Queluz (SP) que é mais perto, mas meu pai não resistiu e morreu no caminho” revelou o jovem.
A diarista Francine Monteiro Farias, 17 anos, nascida em Engenheiro Passos, conta que sempre teve problemas no posto e listou alguns deles: “É preciso chegar 5 horas da manhã para marcar consulta, os médicos chegam 8h30 e querem atender às10h. Param o atendimento às15h sendo que o horário de fechar o posto é 16h30. E além disso, a ambulância fica estacionada em outro bairro porque o motorista fica na casa da namorada ao invés de ficar em frente ao posto” desabafou a moradora.
A dona de casa Maria de Fátima Deus conta que teve problemas momentos antes do caso de Daiane. “Hoje (terça-feira, 1º) cheguei no posto 5h30 da manhã para marcar consulta, marquei, e depois quando voltei colocaram gente na minha frente. Meu filho queimando de febre e tive que ficar esperando. A verdade é que está uma porcaria esse posto” criticou Maria de Fátima que mora há 22 anos no distrito.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Melhorar realmente é possível

Conversei hoje com o secretário de Administração de Magé, Robson Pereira de Mello sobre a importância de uma educação de qualidade, sobre o quanto isso é importante na definição dos rumos do nosso país e acabamos nos aprofundando no assunto. Esse papo foi tão produtivo que acabei decidindo dividir com os nossos leitores alguns trechos bem importantes para o nosso crescimento intelectual. Ele me esclareceu que o governo federal repassa uma série de recursos diretamente para as escolas e que esses são geridos através dos conselhos escolares ou associações de apoio a escola, que, juntamente com as diretoras das unidades de ensino, deveriam definir a melhor forma de aplicação dos recursos, visando uma melhoria na educação. Elenco aqui o Programa de Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE), Programa Mais Educação e o Programa Escola Aberta.  
O PDDE, por exemplo, consiste na assistência financeira às escolas públicas da educação básica das redes estaduais, municipais e do distrito federal e às escolas privadas de educação especial mantidas por entidades sem fins lucrativos. O objetivo desses recursos é a melhoria da infraestrutura física e pedagógica, o reforço da autogestão escolar e a elevação dos índices de desempenho da educação básica. Os recursos do programa são transferidos de acordo com o número de alunos, de acordo com o censo escolar do ano anterior ao do repasse. Já o PDE é um programa voltado para o aperfeiçoamento da gestão escolar democrática e inclusiva, buscando auxiliar a escola, por meio de uma ferramenta de planejamento estratégico, disponível no Simec, a identificar os seus principais desafios e, a partir daí, desenvolver e implementar ações que melhorem os seus resultados, oferecendo apoio técnico e financeiro para isso.
O Mais Educação foi instituído para fomentar atividades que melhorem o ambiente escolar, tendo como base estudos desenvolvidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), utilizando os resultados da Prova Brasil de 2005. Nesses estudos destacou-se o uso do Índice de Efeito Escola (IEE), indicador do impacto que a escola pode ter na vida e no aprendizado do estudante, cruzando-se informações socioeconômicas do município no qual a escola está localizada. Por esse motivo a área de atuação do programa foi demarcada inicialmente para atender, em caráter prioritário, as escolas que apresentam baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), situadas em capitais e regiões metropolitanas. Para o desenvolvimento de cada atividade são repassados recursos para ressarcimento de monitores, materiais de consumo e de apoio segundo as atividades. As escolas beneficiárias também recebem conjuntos de instrumentos musicais e rádio escolar, dentre outros; e referência de valores para equipamentos e materiais que podem ser adquiridos pela própria escola com os recursos repassados.
O Programa Escola Aberta veio para incentivar e apoiar a abertura, nos finais de semana, de escolas públicas de educação básica localizadas em territórios de vulnerabilidade social. Em parceria, a comunidade escolar e a do entorno ampliam sua integração planejando e executando atividades educativas, culturais, artísticas e esportivas. Este programa é coordenado pela Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) e conta com a cooperação técnica da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Sua operacionalização é feita por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola para o Funcionamento das Escolas nos Finais de Semana (PDDE/FEFS), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Finalizamos a nossa conversa refletindo o sobre o nosso papel na sociedade, sobre o quanto podemos somar para o crescimento intelectual e político no nosso meio. Na verdade, entendo, depende de nós e acho que deveríamos parar de lutar somente pela sobrevivência e iniciarmos uma luta por um mundo melhor e mais justo, exercendo os nossos direitos, cumprindo os nossos deveres, com respeito, transparência, comprometimento e ética.  Se deixarmos de olhar somente para o nosso umbigo iremos conseguir, com certeza.
E aí, o que vocês têm a me dizer sobre isso?

Resistência indômita


“Quem está acostumado ao chicote, estranha o carinho. Quem passou a vida inteira sendo olhado de cara feia estranhará o sorriso sempre e vai fazer de tudo para impedir que quem estiver ao seu lado sorria também.” Essas palavras, meus amigos, não são minhas. Abrem uma mensagem me enviada ontem à noite por uma senhora, mãe de um casal de filhos, o mais velho, um menino, estudante da rede municipal de ensino de Magé. Não vou mencionar o nome da escola porque, infelizmente, muitos funcionários ainda não sentiram os ares da mudança e acham que a carranca tem de permanecer para mostrar uma força que na verdade não se tem e poderiam retaliar.
“Boa noite, Elizeu Pires. Estou triste com algumas coisas que estão acontecendo na escola em que meu filho estuda. Acompanho seu trabalho e tenho feito vários comentários. Relutei muito em lhe passar o que vou dizer agora, mas como essa semana o fato se repetiu, resolvi fazê-lo. Hoje fui pegar meu filho na escola e, no portão, ouvi uma funcionária dizer assim: ‘É mãe, o careca (referindo-se ao prefeito Nestor Vidal) deixou as crianças sem merenda hoje e a coisa está cada vez pior, porque estamos sem salário também’. Quando cheguei em casa perguntei ao meu filho sobre a merenda e ele me disse que nunca faltou comida na escola e sobre o salário procurei saber de uma vizinha que trabalha há 20 anos na Prefeitura e ela me falou que não houve atraso algum. Pelo que percebi, tem muita gente querendo nos jogar contra essa nova gestão”.
Foi o que disse essa mãe e essa mensagem vai de encontro a vários outros relatos que tenho recebido nos últimos dias. Isso é preocupante, pois se existem mesmo funcionários capazes de disseminar esse tipo de coisa, há que se atentar para a possibilidade de coisas piores. Amigos, é por isso que costumam dizer que em Magé as coisas são realmente muito diferentes, que a verdade é aquilo que se fala mesmo sem saber. 



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O concurso e a insegurança

Tenho recebido muitas mensagens de profissionais de ensino que estão no desvio de função em Magé. São professores II atuando como I e muitos estão assim há mais de seis anos. Mostram preocupação com isso diante a proximidade do concurso público que será feito em fevereiro e não só para a Educação, mas para toda a administração municipal. O caso dos professores em desvio de função a coisa está muito clara e não há outro jeito. O limite é a lei e quem foi aprovado em concurso como Professor II não poderá ser efetivado como Professor I se não fizer outro concurso. Não há prefeito que mude essa realidade, pois, repito, é a regra do jogo.
Os professores contratados também me escrevem bastante. Falam que o prefeito vai perder votos se a maioria deles não passar nas provas. Pelo que vi o prefeito não está preocupado com isso. O concurso será feito e pronto. Agora acho que os contratados estão se subestimando. Teve uma professora que me escreveu dizendo que a Prefeitura tem mais de cinco mil contratados e que só 15% desse total triam condições de passar. Acho que não e que as chances são iguais para todos, bastando estudar e é preciso começar logo, pois a Prefeitura não pode mais retardar esse concurso.
O prefeito tem sido procurado por muitas professoras nessa situação. Uma delas disse que o ideal seria que o concurso acontecesse em 2013. Sem chance, gente. O prazo para o lançamento do edital já venceu e a Prefeitura ganhou mais um tempinho, mas terá de publicá-lo no máximo até dezembro e realizar as provas em fevereiro, portanto, gente, não há outra saída. O jeito é se preparar, pois o nome já diz tudo: concurso público e está aberto a todos os interessados em participar, independente do lugar em que resida.
Boa sorte a todos, pois aposto na capacidade de cada um de vocês.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Debate em Guapimirim

Recebi o convite e já me acho no direito de convidar a todos para o painel de debates sob o tema “Juventude, cor, criminalidade e direitos humanos no Brasil”, que estará acontecendo na próxima sexta-feira, no Colégio Estadual Alcindo Guanabara, em Guapimirim, com início previsto paras às 9h. Entre os palestrantes estará a professora  Deise Benedicto, assessora  Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República.
Segundo o professor Luiz Cláudio de Oliveira, um dos responsáveis pelo evento, será apresentado o projeto "História e Memória Afro-brasileira em Guapimirim", que tem como proposta contribuir para o atendimento à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no que refere  as relações raciais, através de  atividades pedagógicas na escola.
O projeto envolve alunos, professores e comunidade em geral num intercâmbio de informações e conhecimento sobre os povos e culturas africanas na formação da nossa sociedade e da memória nacional. 

Infidelidade costurada em Paracambi

Suplente de deputado estadual do PT, no exercício do mandato, o ex-prefeito de Paracambi, André Ceciliano, tem se reunido com freqüência com o ex-vereador Eliton Luiz Domingos Correa, o Eliton do Açougue, pré-candidato a prefeito pelo PDT. O que se comenta na cidade é que Ceciliano quer emplacar a esposa, Ludmila Ramalho, como candidata a vice, o que já está sendo visto como “infidelidade partidária”, já que o PT tem o prefeito Tarciso Pessoa, que tentará a reeleição.
Por outro lado tem gente acreditando que a ideia de André não é ter a esposa compondo a chapa de Eliton, mas sim obter o apoio dele, apostando que o ex-vereador ficaria barrado pela lei da ficha limpa. Não vejo como colar essa “infidelidade” em André, já que a esposa dele não filiada ao PT, mas tem gente que vê. Quanto à Eliton, ele perdeu um grande apoio com a saída do deputado Wagner Montes do PDT.


Magé e suas lendas urbanas

 “A CRT está mudando sua praça de pedágio para a entrada de Mauá para poder cobrar de todo mundo, até de que vem de Piabetá”. “Os Cozzolinos tem sociedade com a CRT”. “Os vereadores de Magé estão todos nas mãos da CRT e cada um ganhou um carro novo para aprovar o aumento da tarifa”. Acho que muitos de vocês já ouviram isso. Eu não. Eu leio. Mensagens com essas afirmações me chegam diariamente. Eu leio e as deleto, porque são parte das lendas de uma cidade onde o ouvi dizer soa como verdade absoluta.
Não estou aqui defendendo a Concessionária Rio Teresópolis e muito menos os vereadores, mas dizer que a praça principal do pedágio está mudando de local, que os Cozzolinos são ligados a ela ou que os vereadores recebem favores da empresa para aumentar o valor da tarifa é tão absurdo como alguém dizer que viu um elefante namorando uma formiguinha. Nada disso é verdade, mas como alguém ouviu o amigo de um amigo, que tem um amigo que é pai de uma moça que namora um rapaz que trabalha no pedágio falar isso, tudo passa a ser verdade nesse universo de boatos chamado Magé.
A CRT não precisa da Câmara de Vereadores para nada, muito menos para aumentar a tarifa. O valor do pedágio é instituído pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), braço do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DENIT), órgão do Ministério dos Transportes. O pedágio é caro e esse cerco feito à Magé, embora não seja ilegal, é imoral e prejudicial ao município, mas a questão, repito, só pode ser resolvida com um engajamento maior. O caminho é a Justiça e o veículo a percorrer essa via com reais chances de chegar ao bom destino é um grande volume de ações judiciais. Sem isso, amigos, é jogar para a platéia. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CRT faz muito mal a Magé

Uma carreta que transporta mercadorias até o centro de Magé vai pagar uma tarifa de R$ 67,20 na praça principal de pedágio da Concessionária Rio Teresópolis (CRT). Quem você acha que arcará com essa despesa extra? Por conta dessa tarifa absurda a transportadora aumenta o valor do frete e esse é embutido no preço final da mercadoria e quem acaba arcando com isso é consumidor que mora em Magé. Essa conta, não importa de que forma seja feita, será sempre paga pelo mageense, “premiado” com três postos de cobrança e a quem cabe apenas o direito de pagar.
Toda vez que toco nesse assunto surge alguém dizendo que isso poderia ser resolvido dentro do próprio município, o que não é verdade. Fosse assim bastaria que o governo municipal emitisse um decreto ou a Câmara de Vereadores aprovasse um projeto de lei e pronto. A coisa é muito mais em cima. Trata-se de uma concessão federal que brindou o Grupo CCR - Concessões de Rodovia com várias estradas Brasil a fora. A CCR deveria ser rigorosamente fiscalizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mas não é. Se essa agência, braço do governo federal para cuidar desse setor quisesse, poderia reduzir o valor do pedágio e exigir um tratamento diferenciado para os moradores de Magé, que, em alguns, casos é obrigado a pagar pedágio até para ir ao banco quitar uma simples conta de luz. Não tem ação municipal que dê jeito.  A questão, repito, tem de vista pela ótica federal.
A iniciativa do advogado Darke Júnior é louvável e tem todo o meu apoio, mas é preciso um engajamento maior. Esse caso requer um número muito grande de ações judiciais pedindo o fim do cerco que a CRT fez ao município. Estou falando de no mínimo uns mil processos. Fazer passeata, fechar estradas e sair batendo lata não vai sensibilizar os donos da CCR. Esses estão muito longe e os engravatados da ANTT não estão nem aí para a hora do Brasil. Porém, se os mageenses optarem por ajudar no movimento de Darke Junior com um grande volume de ações a coisa pode mudar de figura e Magé tem grande chance de se livrará desse cerco imoral legalizado pela subserviência dessa agência reguladora que não regula porcaria nenhuma.