quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Que coisa feia, Zelão

Quando o ex-governador Antonhy Garotinho afirmou que a turma do PT adora uma boquinha, ganhar uma graninha pública sem fazer muita força, não estava de todo errado. Lá no pequeno e pobre município de Silva Jardim o prefeito Marcelo Zelão tratou de garantir um natal melhor.

O salário dele é de R$ 15 mil. O vice-prefeito recebe R$ 7 mil, mas em dezembro ganharam o dobro, pois, a toque de caixa, foi aprovada uma lei municipal garantindo aos agentes políticos o pagamento de férias e décimo-terceiro salário, o que, no entender do prefeito e dos nobres vereadores daquele município - onde os setores de Saúde e Educação estão simplesmente horríveis - pode parecer legal, mas é inconstitucional, absurdo e imoral.

Antes que o prefeito, o vice e os vereadores me venham falar de legalidade, vou publicar aqui uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que barrou o jeitinho que o prefeito e vereadores do município de Patis haviam dado para botar um dinheiro a mais no bolso.

Julgando uma ação de inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral de Justiça de Minas, o TJ entendeu que a lei municipal que instituiu o décimo-terceiro para prefeito e vereadores ofende as normas constitucionais e por isso derrubou a lei imoral e absurda, feita sob encomenda para atender interesses de maus políticos.

Em seu despacho o desembargador Wellington Pacheco Barros mandou ver: “... o vínculo dos agentes políticos detentores de mandato eletivo é de natureza política. Logo, não são servidores públicos, exercem um munus público, não se enquadrando nas vantagens pecuniárias constantes no art. 39, § 3º, da Constituição Federal”.

Quer consertar a besteira, prefeito? Devolva a grana antes que a Justiça o obrigue.



Dinho não poderá continuar como prefeito de Magé

Ao contrário do que estaria pretendendo, o prefeito interino de Magé, Anderson Cozzolino, o Dinho, não poderá concluir os dois anos que ainda faltam do mandato de prefeito conquistado em 2008 por sua irmã, a ex-prefeita Núbia Cozzolino. Dinho, que substitui Rozan Gomes, vice de Núbia, só ficará no cargo enquanto durar a licença de até 120 dias solicitada por Rozan para o trato de assuntos particulares não explicitados no pedido aprovado dia 1º pela Câmara Municipal.

A informação é de um especialista em direito eleitoral, consultado agora a pouco por esse jornalista. “O presidente da Câmara tem de ter a consciência de que está no cargo apenas temporariamente e por isso não deveria nem fazer grandes mudanças na equipe de governo, pois ele não é o titular do mandato. Quando a licença terminar ele terá de deixar o cargo e se o prefeito licenciado decidir renunciar, a Justiça Eleitoral vai marcar uma eleição suplementar para a escolha do agente político que concluirá o tempo que faltar. Isso é a lei”, afirmou o advogado.


Magé e os Cozzolinos (mais uma carta de Maria Silva)

Querido Elizeu,

Vejo que nossa cidade está indo de mal a pior. Parece que a justiça não está nem aí para Magé ,pois quando damos uma volta naquela praça só ouvimos os comentários sobre as besteiras que tem acontecido nos últimos dias. A mais nova - e de fonte segura – é que a ex-prefeita estava no setor administrativo metendo a caneta e fazendo seus cortes. Engraçado é, que se não me falhe a memória, ela não podia se aproximar de nenhum prédio publica e agora está no administrativo. Coitados dos funcionários que correm o risco de trabalhar o mês todo e não receberem.

Acredito que uma visita do MP seria bem vinda nestes dias a Magé. O povo iria agradecer. Fico mais triste em saber que os atos dos Cozzolinos nestes dias tem sido de pura vingança. Imaginava que seria assim, mas não tão depressa. Pensava que teriam um mínimo de cautela. Ou eles querem por em risco o mandato do presidente da Câmara (Dinho)? Parece que para muitos deles não está importando qual deles vai se dar mal primeiro. O poder está em primeiro lugar e movidos pelo desejo de vingança irão infernizar a vida dos funcionários.

Nossa essa cidade parece uma novela, pois todo dia tem um capitulo diferente e mais uma vez o mocinho está em apuros (o povo). Às vezes fico imaginando por que em nossa cidade as coisas acontecem desta forma. Ninguém se atreve a passar na frente destes ditos donos de Magé.O mais triste é saber que a Secretaria de Educação nunca mais será a mesma, pois com o retorno dos Cozzolinos, a ex deputada Jane ganha força para fazer de lá seu parque de diversões, coitada das professoras e das diretoras que terão que trabalhar sobre pressão o tempo todo. É, Magé nunca mais será a mesma quem viveu dias de paz no governo Rozan Gomes,VAI VIVER em dias de intensas tempestades.

Rozan deixou saudades pela organização, pela competência e pela justiça em que governou durante este tempo. A nossa cidade estava sendo vista com outros olhos. Era uma cidade respeitada. Pois tinha em seu comando um homem sério e justo. Não apareciamos nas manchetes na paginas policias, muito menos em operação da DRACO. Nossa, quanta coisa boa foi embora com ele. Espero um dia encontrá-lo para dizer “muito obrigada por trazer para nossa cidade a dignidade e esperança de dias melhores durante o período que ficou, por isso esperamos o seu retorno para juntos darmos segmento as estes sonhos que plantou. Volta depressa pelo amor de Deus o nosso coração já está doendo em ver esses primeiros dias de interinidade.” Bjs!!!!!!!!!!!


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Esses Cozzolinos...

Domingo postei um artigo no qual dizia acreditar que o prefeito interino de Magé, Anderson Cozzolino, o Dinho, fosse fazer diferente, por saber que o sobrenome Cozzolino está queimadíssimo e que se houvesse uma eleição hoje nenhum Cozzolino emplacaria. Me enganei redondamente: ele já começou a fazer besteira, mostrando que essa família acha mesmo que é dona do município e que pode fazer o que bem entender da Prefeitura.

Vou me ater aqui a apenas uma besteira das muitas que já devem ter acontecido nesses quatro primeiros dias de interimidade: Charles Cozzolino, por seu triste histórico, não poderia nem passar em frente a um órgão público, quando mais ocupar cargo no governo, mas está dando ordens na Secretaria de Serviços Públicos.

Mas não é só isso: uma empresa especializada em recuperação de áreas usadas como vazadouros de lixo e reconhecida pela capacitação técnica em preparar aterros sanitários, está pronta para fazer um belo e necessário trabalho no lixão de Bongaba, mas já começou a ter dificuldades. Sabem por que? Charles, que nada entende do assunto, já teria metido o bedelho por lá.

Aliás, aquele lixão é muito mais que uma agressão a natureza. É um verdadeiro caso de polícia, principalmente em relação que chamam por lá de reciclagem.


Um concurso sem valor

Tenho recebido muitas mensagens cobrando desse jornalista uma tomada de posição em relação ao concurso público realizado pela Prefeitura de Magé em 2004, na gestão da prefeita Narriman Felicidade, a Narriman Zito.

Me pedem para entrar na briga para que os candidatos aprovados sejam convocados e empossados nos cargos para os quais se candidataram. Infelizmente eu nada posso fazer a não ser noticiar o fato que vai desapontar bastante aos que se inscreveram, pagaram a taxa, se esforçaram, estudaram e passaram: esses jamais serão convocados, pois foram encontradas várias irregularidades na elaboração do edital.

O que os candidatos deveriam fazer é recorrer à Justiça contra a Prefeitura, que insistiu em promover as provas mesmo tendo conhecimento das irregularidades. Muitos já fizeram isso.


Está querendo enganar quem, prefeito?

Nos gabinetes de Brasília, principalmente na gestão petista, prefeito de cidade pequena e nada são vistos como a mesma coisa. É triste, discriminatório, mas é a verdade. Então defino como perda de tempo e desperdício de dinheiro público com passagens de avião, despesas com hospedagem e restaurantes, as constantes idas do prefeito da minúscula Silva Jardim, Marcelo Zelão (PT), à capital federal. O que mais se ouve no gabinete quando se pergunta pelo prefeito é a resposta automática: “ele está em Brasília”. As infrutíferas viagens precisam ser explicadas e justificadas. O que o município tem ganho com isto? O prefeito poderia começar respondendo essa pergunta.

Pois bem. Na semana passada Zelão voltou à Brasília. Disse que iria assistir a cerimônia de posse da presidente Dilma Roussef. Será que ele conseguiu? Pois não se tem notícia de que ele fora convidado. Nem ele, nem a esposa. Muito menos o secretário de Governo e o líder comunitário que embarcaram juntos.

Até o final da tarde de hoje eles não haviam voltado. Explicar é preciso, pois será que a demora em retornar é porque Dilma ou algum dos atarefados ministros teriam aberto espaço na agenda para receber, numa audiência especial, a comitiva da "expressiva" cidade de Silva Jardim?