segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E os empresários agradecem

Conversei hoje com um empresário do setor de terceirização. Sua empresa fornece mão-de-obra para os serviços de conservação, limpeza e logística, empregando cerca de 15 mil pessoas, seis mil delas ganhando salário mínimo. Ele contou que está muito satisfeito com o PT no governo e que se depender de seu voto os tucanos jamais voltarão a governar o país e tem um argumento para isso: o salário mínimo.

“Se o Serra tivesse vencido a eleição a minha folha de pagamento teria um acréscimo de R$ 360 mil ao mês. Seriam R$ 4.320.000.00 a mais em um ano. Com o mínimo a R$ 540 estou no lucro”, me disse o homem.

Bem distante dos 15 mil funcionários do mencionado empresário, um amigo meu diz que vai tomar R$ 240 a mais em chope por mês. “Tenho quatro funcionários e como o governo é do PT e não do Serra, estou economizando R$ 60 por cabeça. Está vendo como esse povo é burro? Escolheu ganhar menos votando na Dilma”, emendou.

Não concordo que o povo seja burro, mas quem recebe salário mínimo realmente optou pelo menor. A proposta do Serra era de R$ 600.


Jogando contra os interesses do povo

Defendendo interesses próprios vereadores de Casimiro de Abreu tentam “engessar” a administração

Se depender da vontade do grupo de vereadores que venceu a eleição para nova formação da mesa diretora da Câmara, o município de Casimiro de Abreu não terá um bom ano. Pelo menos é isso que sugere o posicionamento tomado pelos vereadores Luciano Nogueira, Marcus Muller, o Marquinho da Vaca Mecânica (PRTB), Alex Neves (PM-DB), Paulo da Costa, o Paulo Nova Barra (PDT) e Alípio Sarzedas, o Netinho Sarzedas (DEM) durante a votação do orçamento a Prefeitura para este ano.

De acordo com a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2011 enviada à Câmara Municipal pelo prefeito Antonio Marcos Lemos (PSC), foi solicitada autorização para remanejamento de até 80% da receita para programas de trabalho com maiores prioridades, mas o grupo aprovou apenas 5%, engessando a administração, que teve o orçamento fixado em R$ 195.024.364,82.

O grupo inseriu 21 emendas e está sendo muito criticado por isso, pois as modificações não tiveram nenhum embasamento técnico, com os vereadores adotando critérios políticos, que podem prejudicar bastante a administração municipal. “Sou vereador de quatro mandatos e nunca um orçamento chegou nesta Casa de Leis com tantas emendas. O interesse político está na frente do município. Sempre votamos um remanejamento de verba de 80%, agora querem que seja de 5% só porque estão em maioria. Não posso concordar com isso”, disse o vereador Alessandro Macabu, o Pezão, referindo-se a uma das emendas aprovadas na mudança na redução de 80% para 5% da margem de remanejamento do executivo.

Para o vereador João Medeiros, a Câmara deveria ter votado o orçamento da forma em que foi enviado pelo Poder Executivo. “O orçamento é uma peça resultante de bastante trabalho. Cada secretário levantou a sua necessidade e a Secretaria de Planejamento é quem encaminha para esta casa todo o projeto. Por isso, devemos ter cautela com as emendas que são apresentadas”, pontuou João Medeiros.


Valença tem seis candidatos a prefeito

Marcada para o dia 6 de fevereiro, a suplementar de Valença terá seis candidatos. Estão registrados para disputar o cargo de prefeito os vereadores Luiz Fernando Graça (PP), Paulinho da Farmácia (PPS), o ex-prefeito Álvaro Cabral (PRB), João Batista Leite (PTdoB), Francisco Lima (PSOL), Felipe Camelo (PR) e Cláudio Sarkis (PT).

A nova eleição vai acontecer por conta da cassação do prefeito Vicente Guedes (PSC), confirmada em julho do ano passado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde então o município vem sendo administrado interinamente pelo presidente da Câmara, Luiz Fernando Graça.

Passando por uma grave crise financeira e institucional, agravada pelo que as lideranças comunitárias locais chamam de falta de transparência nos atos do prefeito interino, o município teria nova eleição no dia 3 de outubro do ano passado, mas o pleito foi adiado pelo TSE.


Censo questionado

Nos últimos 10 anos a demanda pelos serviços públicos essenciais aumentou bastante e quem passa pelas ruas do centro de Nova Iguaçu e até mesmo pelos bairros periféricos percebe que há muito mais gente circulando, mas o IBGE constatou que a população do município diminuiu bastante, o que gera muita desconfiança em relação números apresentados pelo Censo 2010.

Pela estimativa da prefeitura, Nova Iguaçu tem um universo populacional superior a um milhão de moradores, mas, de acordo com o censo realizado no ano passado, a cidade – que em 2000 tinha 920.599 habitantes – é habitada hoje por 795.212 pessoas, 125.387 a menos que o verificado pelo órgão há 10 anos.

Os números do IBGE preocupam bastante as autoridades locais, pois o censo é tomado como base pelo governo federal para repassar verbas para os setores de saúde, educação e para obras de infra-estrutura.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Porque nunca é tarde para acertar

Embora não pareça, ainda estou de recesso ou pelo menos tentando, mas essa tal de internet é terrível e não nos possibilita esconder. Minha caixa postal amanheceu hoje atulhada de mensagens, muitas delas de funcionários públicos municipais de Magé, pessoas concursadas para diversas áreas, mas que nem por isso se sentem seguras no emprego, pois Magé parece ter constituição própria. Tanto é assim que pessoas amparadas pela lei da estabilidade perdeu o emprego nos últimos seis anos. Teve um médico com mais de 20 anos de serviço que foi posto para fora sem a menor chance de defesa. E professoras? Sei de pelo menos umas três...

O caso é o seguinte: com a ascensão de Anderson Cozzolino, o Dinho, ao cargo de prefeito – ainda que seja interino – os servidores, principalmente na área da Saúde, da Educação e os lotados na sede do governo, estão temendo pelo retorno indireto da ex-prefeita Núbia Cozzolino. “Depois de pouco mais de um ano de paz e tranquilidade, tememos pela volta dos gritos, das perseguições e da redução de salário”, diz uma das mensagens.

Posso estar enganado, mas acho que a interinidade de Dinho não trará problemas para os servidores. Ele não é bobo e sabe que o sobrenome Cozzolino está queimadíssimo e que se houvesse uma eleição hoje nenhum Cozzolino emplacaria. Então, acredito, Dinho vai querer fazer diferente, buscando recuperar o prestígio do nome do pai, o velho Renato Cozzolino. Tentar restabelecer uma relação de confiança e respeito não só com os sofridos e perseguidos servidores, mas com todos os segmentos da sociedade mageense.

Apesar de não residir no município, de não ter nenhum vínculo pessoal ou profissional com a cidade, torço para que o prefeito interino siga por caminhos diferentes e busque acertar. Quanto ao temor dos funcionários, muitos deles têm lá suas razões e a eles eu digo: estou aqui para ouvi-los e fazê-los ser ouvidos.

Um abraço a todos e que Deus conduza os destinos de Magé, mesmo que os que se achem senhores do povo venham insistir em errar, pois sempre há tempo para um recomeço, para consertar...


sábado, 1 de janeiro de 2011

Dinho já é o prefeito de Magé

A Câmara de Vereadores de Magé acaba de aprovar o pedido de licença do prefeito Rozan Gomes e o presidente do Legislativo, Anderson Cozzolino, o Dinho (PMDB), já é o novo prefeito da cidade. O vereador Álvaro Alencar (PT), foi o único a tomar posição contrária.

Rozan, ao contrário do que esse jornalista noticiou na quinta-feira, pediu um afastamento de 120 dias, para cuidar de assuntos particulares e não para tratamento médico. Com a ascensão de Dinho a prefeito interino, a Câmara Municipal passa a ser comandada pelo vice-presidente, Leonardo Franco Pereira, o Leonardo da Vila.

A vaga de vereador deixada por Dinho será ocupada pelo primeiro suplente da coligação PSL / PMDB / PSB, Antonio Carlos da Silva Pereira, o Tonico Pescador.