Apesar das muitas diretoras de escolas orientadas a me odiar, está cada vez maior o meu número de seguidores entre os funcionários da rede municipal de ensino. Só entre ontem e hoje foram 63 e-mails de professoras, todos com palavras de carinho e admiração.
Sempre tive um excelente relacionamento com os profissionais de ensino de um modo geral, mas o carinho que vem de Magé é muito especial. Normalmente quando estou na cidade sou puxado pelo braço para ouvir uma reclamação, um agradecimento e no final da conversa sempre tem aquele beijinho na face, uma demonstração explícita desse carinho.
É por isso que jamais me farei de surdo diante dos clamores das minhas queridas professoras de Magé. Esse espaço estará sempre aberto, pois com esse jornalista os bem intencionados sempre terão voz.
Primeiro prefeito de Porto Real, onde exerceu dois mandatos, Sergio Berbardelli está rindo a toda. Em 2008 ele não pode disputar a eleição por causa de processos na Justiça e da reprovação de suas contas por parte da Câmara de Vereadores.
Agora ele fez uma consulta à Justiça Eleitoral e recebeu a resposta por certidão, dando conta de que nada há contra ele, o que equivale dizer que Bernardelli não está impedido de disputar a eleição de 2012. É esperar para ver.
No processo criminal 0000967-74.2010.8.19.0039 o ex-prefeito de Paracambi, André Ceciliano teve decretada a sua revelia. A juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho, considerou que a advogada de André, Ana Paula Monteiro da Silva, “abandonou a causa, na medida em que se negou, injustificadamente, a apresentar as alegações finais orais na Audiência de instrução e julgamento”. Pesou também o fato de André não ter comparecido a audiência marcada para a última quinta-feira, mesmo tendo sido intimado por hora certa.
“Ausente o acusado, sendo que intimado por hora certa, motivo pelo qual decreto-lhe a revelia”, decretou a magistrada, que aplicou multa de 20 salários mínimos e comunicou o fato a OAB “para as providencias administrativas e disciplinares cabíveis”.
De acordo com um especialista em Direito Penal, se a recusa da advogada e o não comparecimento de André a audiência tiverem sido parte de uma estratégia para atrasar o processo, o tiro saiu pela culatra.
Decisão fala em falhas processuais, desrespeito a prazo legal para os acusados apresentarem embargos e destaca que ofício para que o presidente da Câmara de Vereadores assumisse a Prefeitura foi expedido no mesmo dia da sentença
A insistência do deputado Alair Corrêa em tentar mudar nos tribunais o resultado de uma eleição perdida nas urnas já está irritando o Poder Judiciário. Isso ficou claro agora a pouco no despacho do juiz Leonardo Antonelli, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que manteve no cargo o prefeito de Cabo Frio, Marquinho Mendes, que teve o mandado cassado na segunda-feira pelo juiz da 96ª Zona Eleitoral, Carlos Sérgio dos Santos Saraiva, que determinou o afastamento imediato do prefeito e da vice, Delma Jardim e a posse interina do presidente da Câmara de Vereadores, que depois passaria o cargo para Alair.
No despacho Antonelli destacou que o que está acontecendo em Cabo Frio é “judicialização” do poder político, uma vez que várias ações simultâneas foram impetradas por Alair, que não se conforma com a derrota. Ele perdeu a eleição para o prefeito reeleito por uma diferença de mais de 13 mil votos. Em seu despacho Antonelli afirmou que houve precipitação por parte do juízo da 96ª ZE, “porque sequer foi aguardado o final do prazo legal para que os acusados pudessem oferecer embargos de declaração”.O magistrado destacou ainda que “o ofício endereçado à Câmara Municipal foi expedido no mesmo dia em que a sentença foi publicada, em 6 de dezembro”, o que sugere ter havido pressa por parte do juiz Carlos Saraiva em ver cumprida a sentença em favor de Alair Corrêa.
Na decisão que mantém o prefeito no cargo o juiz Leonardo Antonelli disse também que “as repetidas decisões geradas nesses processos favorecem a manutenção do prefeito eleito no cargo”, destacando ainda: “Sendo certo que é iterativa a jurisprudência, emanada dos mais diversos desembargadores que compõem o TRE-RJ, apontando a existência de falhas processuais que acabam por implicar na manutenção do mandato do atual prefeito”.
Desde novembro de 2008 que a insistência de Alair em não aceitar o resultado das urnas vem causando intranqüilidade na cidade. Ele impetrou várias ações para tentar mudar o resultado da eleição.
Tive acesso ao resultado de uma pesquisa que vai deixar os que se acham donos de Magé muito preocupados com o futuro, não o dos mageenses, mas com o próprio: se tivesse uma eleição hoje os Cozzolino levariam um coro danado, coça suficiente para fazê-los perder a pose. Acho que eles já sabem e talvez seja por isso que estão doidos para tomar o poder e concluir os dois anos que faltam do mandato conquistado por Núbia e dela retirado pela Justiça. Isso também é analisado na consulta e um possível golpe branco, levando o prefeito Rozan Gomes a renunciar para que o presidente da Câmara de Vereadores, Anderson Cozzolino, o Dinho, sente na cadeira, só pioraria as coisas para o clã.
Pelo que conheço os Cozzolino não são de desistir assim tão fácil. Continuarão apostando em Dinho como trunfo para se manterem no controle do município, pois, como já disse antes, se sentem donos da cidade e confundem Magé como extensão do quintal da casa grande, um feudo ou coisa parecida.
Sei o quanto sou odiado pela família, assim como sei que esse ódio não cega os membros do clã. Alguns deles me acompanham e até me escrevem de vez em quando e apesar de não gostarem de mim e do que reporto, me elogiam a coerência e o fato de não fazer nada escondido, de “jogar limpo” me mostrando tanto quanto minhas posições. Por Núbia – levo muita bordoada por isso – tenho respeito, pois, em termos de realizações fez a melhor gestão que o município já teve nos últimos 30 anos, mas meteu os pés pelas mãos e não teve pulso para impedir que seus irmãos tratassem a coisa pública do jeito que trataram. Se tivesse impedido que os manos entrassem no Palácio Anchieta, estaria confortavelmente no cargo e com asas políticas suficientes para alçar vôos ainda mais altos.
O que quero dizer é que a única que tinha cacife eleitoral era Núbia. Tinha, disse-o bem. Daqui para frente será outra história e espero que o povo de Magé saiba como escrevê-la.