domingo, 26 de setembro de 2010

A palavra de Rozan Gomes

O prefeito de Magé me enviou ontem a noite e-mail em resposta ao leitor, que, em comentário postado na matéria “Rozan continua prefeito em Magé”, fez a seguinte indagação: “Senhor prefeito, os funcionários estão sofrendo pressão. Se não votarem no candidato Jose Náder vão ser mandados embora pelos coordenares. O senhor concorda com tudo isto ou não esta sabendo de nada disto? Espero que o senhor não concorde, porque o povo esta contando com o senhor para mudar esta historia em Magé”.

Em sua mensagem o prefeito deixou claro que não concorda com essa prática.


Sem coronelismo

“Exercemos nesta eleição a maior forma de democracia possível. Em Magé, apresentamos vários candidatos que, possivelmente, vão ajudar o município no futuro e deixamos todos, eu disse TODOS, liberados a escolherem para quem votar, trabalhar ou apenas ouvir suas propostas. Acho que já mostrei como eu trabalho. Não gosto de obrigar ninguém a fazer isso ou aquilo. Entendo que o verdadeiro líder tem seguidores e não pessoas obrigadas atrás dele. Portanto, não mandarei ninguém embora, não por esse motivo, e nenhum assessor meu esta autorizado a dizer isso ou aquilo em meu nome. Fico triste por ter algumas pessoas trabalhando em pleno século XXI ainda nesta maneira antiga. Tenho certeza que nas próximas eleições de prefeito eu terei seguidores, sem obrigação, na frente da minha candidatura”.

Abraço a todos, Rozan Gomes.


sábado, 25 de setembro de 2010

Só para esclarecer

Recebi entre ontem e hoje 416 mensagens de leitores de Magé se posicionando sobre duas matérias aqui do blog: A razão de Núbia Cozzolino e Rozan continua prefeito em Magé.

Gosto muito dessa interação e posto os comentários pertinentes, mas não dou - e nem devo dar - espaço para agressões. Esse blog é jornalístico e tenho responsabilidade sobre o que aqui posto. Ao contrário de algumas pessoas que criam blogs apócrifos para atacar pessoas públicas ou não, não admito acusações sem provas nem colocações grosseiras.

Os que me escreveram de Magé remetendo acusações em suas palavras, peço que me mandem as provas para, aí sim, eu me reportar sobre o assunto, pois trabalhamos com seriedade e responsabilidade, como mandam as regras do bom jornalismo.

Obrigado pela compreensão.


Sobre a verdade que o eleitor ignora

Esperei pelo sábado para escrever esse artigo, pois aguardava a chegada de mais e-mails me questionando sobre o mesmo assunto: Lindberg Farias. Ao todo, até agora a pouco, foram 329 mensagens falando sobre a boa colocação do ex-prefeito de Nova Iguaçu nas pesquisas de intenção de votos, quase todas com a mesma indagação: "Elizeu, se ele foi tão ruim assim para a cidade, por que tem essa preferência toda?" Então vamos a resposta.

Quem conhece a realidade de Nova Iguaçu jamais votaria em Lindberg Farias para senador ou qualquer outro cargo. Ele passou exatos cinco anos e três meses como prefeito e saiu deixando para trás um rastro de destruição. Nesse período não construiu uma unidade de ensino sequer, mas propagou por aí uma farsa chamada "Bairro Escola”, que, segundo ele, mantinha 98% dos alunos da rede municipal de ensino em tempo integral nas escolas. Isso é mentira, pois o programa não atente 20% das crianças matriculadas.

Ele diz por aí também que realizou grandes obras e que a população nunca tinha visto tanto trabalho. Mentira. Pelo menos 80% das obras iniciadas foram paralisadas, porque, apesar das centenas de milhões de reais recebidos do governo federal, a gestão lindbergniana levou empreiteiras a falência, porque deu calote a doidado, Tem mais: Lindberg levou clínicas médicas e laboratórios particulares conveniados a fechar as portas pelo menos motivo: calote.

O Lindberg Farias que com a maior cara-de-pau do mundo pede o seu voto para senador é o mesmo que deu um rombo de R$ 470 milhões no instituto previdenciário dos servidores municipais, mas isso ele não conta para você, que na televisão vê o presidente Lula dizendo que Lindberg foi um bom prefeito para Nova Iguaçu.

Como uma mentira de Lula soa como verdade aos ouvidos desinformados, Lindberg - o prefeito mais processado de toda a história do município - tem mais é que liderar as pesquisas, embora tenha comandando um governo marcado por ações de fachada, nomeações de mais de 800 assessores fantasmas, escândalos e denúncias de corrupção.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Rozan continua prefeito em Magé

Ao contrário do que o jornal O DIA noticiou hoje, o presidente da Câmara de Vereadores de Magé, Anderson Cozzolino, o Dinho, não assumirá a Prefeitura em substituição ao prefeito Rozan Gomes, pelo fato de o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ter mantido a cassação da prefeita Núbia Cozzolino, sustentando a decisão da 110ª Zona Eleitoral, que havia cassado a candidatura dela.

A decisão que afetaria Rozan pelo fato de ele ter sido o vice de Núbia, não determina o afastamento imediato do prefeito, pois ainda cabe um embargo de declaração no próprio TRE e mais dois recursos: um no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo os advogados do prefeito, a situação de Rozan é tranqüila. Eles entendem que o julgamento realizado na noite de ontem “foi mais político que técnico” e que não há motivo para o prefeito se preocupar. Rozan trabalhou normalmente hoje e afirmou que continuará cumprindo o mandato com tranqüilidade e equilíbrio. “O município não pode parar. Estamos trabalhando com a mesma disposição de antes”, afirmou o prefeito.


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Justiça bloqueia bens de ex-prefeito para ressarcir Rio das Ostras

Denúncia de compra de votos, improbidade administrativa e prejuízo aos cofres públicos marcam a vida pública de Sabino

Acusado pelo Ministério Público de ter comprado votos para se eleger em 2006, respondendo a três processos judiciais - dois deles por improbidade administrativa, devido a irregularidades em licitação, resultando em danos às finanças do município de Rio das Ostras -, o deputado estadual Alcebíades Sabino (PSC), teve as contas bancárias e os bens bloqueados pela Justiça.

Ele é acusado pelo MP de ter causado prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão ao município na contratação de uma empresa para cuidar dos banheiros públicos instalados na orla da cidade. O bloqueio das contas e dos bens do parlamentar foi decidido no dia 10 de novembro do ano passado pela juíza Juliana Gonçalves Figueira, da 2ª Vara Cível, decisão que confirmada no dia 22 de fevereiro pela desembargadora Helda Lima Meireles, da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, onde foi impetrado recurso para tentar reverter a situação de Sabino que não é nada boa, pois além dos processos, ele tem pendências com a Receita Federal, segundo revelou a revista Veja na edição da semana passada.

O bloqueio atende a solicitação dos promotores Sabrina Carvalhal Vieira e João Luiz de Azevedo Filho, da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, núcleo de Macaé, que está movendo uma ação civil pública contra o deputado, o ex-secretário de Meio Ambiente, Fidelis Augusto Rangel e os representantes das empresas Alkeila Empreiteira e R.F. Machado, que também estão com os bens contas bloqueados.

A ação tem por base o inquérito 028/2005, que apontou várias irregularidades no contrato 15/2004, firmado entre a Prefeitura e a empresa R.F.Machado, que, de acordo com a promotoria, é do mesmo dono da Alkeila, que teria participado da licitação apenas para dar cobertura a R.F., que, está no processo, tanto quanto a Alkeila, seria controlada por “laranjas”. Segundo as investigações, embora a titular do contrato fosse a R.F. Machado, o serviço de limpeza dos banheiros era feito pela Alkeila. Isso está claro no depoimento da testemunha Sandro Alex Braz, que trabalha num quiosque da orla.

MP diz que Sabino pagou por serviços não realizados

De acordo com as investigações feitas pelo Ministério Público, a empresa contratada recebia mensalmente parcelas de mais de R$ 90 mil, apresentando fatura de serviços que nunca teriam sido realizados. A promotoria relata que numa diligência feita por agentes constatou que os banheiros ficavam fechados na maior parte do tempo e que as obras de manutenção não eram feitas, embora a cada mês a empresa justificava as cobranças com alegação de obras com substituição de azulejos, como se todos os meses esse serviço tivesse que ser feito.

Outra irregularidade foi constatada a partir do depoimento de Inácio Tavares de Oliveira, membro do governo Sabino a quem cabia fiscalizar o cumprimento do contrato. Ele afirmou que "não exercia tal função, pois apesar de assinar os atestados nesse sentido, os mesmos não refletiam a realidade, pois sua função era apenas a de assinar”. Inácio afirmou que recebia as planilhas prontas e que a fiscalização era feita por Fidelis, então secretário de Meio Ambiente.

Ainda de acordo a promotoria, “todo mês era liberado o valor máximo à empresa, independentemente do que havia sido feito, o que não podia ocorrer, pois os serviços de manutenção e obras, conforme contratado, jamais foram executados pelas rés pessoas jurídicas de direito privado”. A Alkeila e a R.F. Machado, prossegue a promotoria na conclusão do inquérito, “apenas destacavam seus funcionários para funções de limpeza dos banheiros públicos”.

Patrimônio multiplicado

Além de responder a três processos e estar com os bens indisponíveis por ter causado um prejuízo de R$ 1,5 milhão aos cofres municipais de Rio das Ostras, Alcebíades Sabino tem pendências a acertar com a Receita Federal. Aliás, o patrimônio de Alcebíades mostra uma evolução formidável. Ao assumir a Prefeitura ele fez a seguinte declaração: “Eu, Alcebíades Sabino dos Santos, prefeito empossado de Rio das Ostras, hoje, dia 1º de janeiro de 1997, declaro, no ato de minha posse como prefeito municipal de Rio das Ostras, ser possuidor dos seguintes bens: 1) uma casa residencial situada à Rua Verônica Martins nº 250, centro – Rio das Ostras; 2) um automóvel modelo Escort, ano 88; 3) uma linha telefônica. Nada mais tendo a declarar, firmo o presente”.

Com salário de R$ 10 mil mensais, Sabino teve uma renda de R$ 480 mil nos quatro anos de mandato. Em 2000 ele declarou aquisição de um apartamento na Avenida Julieta Carvalho. Viana e um automóvel Golf, modelo 1996. Sabino, que foi reeleito e cumpriu mais quatro anos de mandato, acrescentou mais alguns imóveis ao patrimônio a partir de2001. Pela declaração prestada ao TRE este ano ele já não tem mais a casa da Rua Verônica Martins, mantém o apartamento da Avenida Julieta Carvalho, comprou um sítio no bairro Peroba, mais um terreno no mesmo bairro, adquiriu um apartamento em Copacabana, conseguiu guardar dinheiro e ainda emprestar R$ 100 mil a um irmão.

Ao todo, a declaração de bens por ele apresentada esse ano chega ao total de R$ 897.837,88, o que comprova que o homem é um bom administrador, pois conseguiu transformar sua vida a partir de Rio das Ostras, cidade a qual costuma retratar poeticamente.