sábado, 29 de agosto de 2009

RJ terá mais 359 vereadores

Só na Baixada Fluminense serão 96 novas “boquinhas”.

“Caros e desnecessários”. É isso que a maioria dos eleitores do estado do Rio de Janeiro pensa sobre 999 vereadores eleitos em 92 municípios. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Executivo de Comunicação (Iecom), além de considerarem “supérfluas” as câmaras, os eleitores fluminenses não concordam com o aumento de número de cadeiras nas casas legislativas municipais proposto através de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que pode fazer a alegria de quase oito mil suplentes. No estado do Rio o número de vereadores pode chegar a 1.358, um aumento de 35,9%, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), sendo que só a Baixada Fluminense ganharia 96 novos vereadores.

A quantidade de vereadores em um município é proporcional à população, o que não significa dizer que o trabalho feito pelos parlamentares seja benéfico para a população. De acordo com o portal Transparência Brasil, que faz o levantamento do trabalho parlamentar no país, 87% dos projetos aprovados peles vereadores são relacionados a assuntos considerados irrelevantes. “A verdade é que os vereadores gastam o mandato fazendo homenagens com medalhas e moções de aplauso, trocando nome de rua e fixando datas comemorativas, mas a maioria mesmo se desdobra pela conquista de um mandato para defender interesses próprios. É por isso que os vereadores que deveriam legislar em favor do povo e fiscalizar as ações do Poder Executivo, são vistos como desnecessários pela população”, diz o cientista político Ivo Veras.

A conta é do povo

Japeri é o município mais pobre da Baixada Fluminense é um dos piores do Brasil em termos de desenvolvimento humano, mas está perto de ganhar mais nove vereadores, elevando de 10 para 19 a composição de uma Câmara cada vez mais distante do povo, um poder onde seus membros parecem que estão ali apenas para bater palmas para o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, que retribui a gentileza com cargos para cabos eleitorais e outras regalias custeadas pelo dinheiro do povo. Pela PEC, a Câmara de Japeri terá um aumento de cadeiras de 90%, mesmo percentual de Itaguaí, que também passará de 10 para 19 representantes.

De acordo com a proposta, são, no mínimo, nove vereadores para as localidades com até 15 mil moradores. Para os municípios com mais de oito milhões de habitantes, os vereadores devem ser, no máximo, 55.

A PEC dos Vereadores tem efeito retroativo às eleições municipais de 2008 e, assim que for promulgada, permitirá a posse dos suplentes. Segundo o relator da emenda, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), os suplentes não terão, no entanto, direito a receber os salários retroativos a 1º de janeiro, data em que foram empossados os eleitos em outubro de 2008. Pelo texto aprovado, o número de vereadores é variável conforme o número de habitantes. Serão 7.343 novas vagas de vereadores em todo o país.

Veja como ficará a Câmara de sua cidade

Angra dos Reis de 11 para 19; Aperibé continuaria com 9; Araruama de 10 para 19; Areal continuaria 9; Armação dos Búzios de 9 para 11, Arraial do Cabo de 9 para 11; Barra do Piraí de 10 para 19; Barra Mansa de 12 para 21, Belford Roxo de 18 para 25; Bom Jardim de 9 para 11; Bom Jesus do Itabapoana de 9 para 13; Cabo Frio de 12 para 19; Cachoeiras de Macacu de 10 para 15; Cambuci continuaria com 9; Campos dos Goytacazes de 17 para 23; Cantagalo de 9 para 11; Carapebus continuaria com 9; Cardoso Moreira continuaria com 9; Carmo de 9 para 11; Casimiro de Abreu de 9 para 11; Comendador Levy Gasparian continuaria com 9; Conceição de Macabu de 9 para 11; Cordeiro de 9 para 11; Duas Barras continuaria com 9; Duque de Caxias de 21 para 29; Engenheiro Paulo de Frontin continuaria com 9; Guapimirim de 9 para 13; Iguaba Grande de 9 para 11; Itaboraí de 13 para 21; Itaguaí de 10 para 19; Italva continuaria com 9; Itaocara de 9 para 11; Itaperuna de 10 para 19; Itatiaia de 9 para 11; Japeri de 10 para 19; Laje do Muriaé continuaria com 9; Macaé de 12 para 19; Macuco continuaria com 9; Magé de 13 para 21; Mangaratiba de 9 para 11; Maricá de 10 para 19; Mendes de 9 para 11; Mesquita de 12 para 21; Miguel Pereira de 9 para 11; Miracema de 9 para 11; Natividade de 9 para 11; Nilópolis de 12 para 19; Niterói de 18 para 25; Nova Friburgo de 12 para 21; Nova Iguaçu de 21 para 29; Paracambi de 9 para 13; Paraíba do Sul de 9 para 13; Parati de 9 para 13; Paty do Alferes de 9 para 11; Petrópolis de 15 para 23; Pinheiral de 9 para 11; Piraí de 9 para 11; Porciúncula de 9 para 11; Porto Real continuaria com 9; Quatis continuaria com 9; Queimados de 11 para 19; Quissamã de 9 para 11; Resende de 11 para 19; Rio Bonito de 10 para 15; Rio Claro de 9 para 11; Rio das Flores continuaria com 9; Rio das Ostras de 9 para 13; Rio de Janeiro de 50 para 51; Santa Maria Madalena continuaria com 9; Santo Antônio de Pádua de 9 para 13; São Fidélis de 9 para 13; São Francisco de Itabapoana de 9 para 13; São Gonçalo de 21 para 31; São João da Barra de 9 para 11; São João de Meriti de 18 para 25; São José de Ubá continuaria com 9; São José do Vale do Rio Preto de 9 para 11; São Pedro da Aldeia de 10 para 17; São Sebastião do Alto continuaria com 9; Sapucaia de 9 para 11; Saquarema de 10 continuaria 15; Seropédica de 10 para 17; Silva Jardim de 9 para 11; Sumidouro continuaria com 9; Tanguá de 9 para 11; Teresópolis de 12 para 19; Trajano de Morais continuaria com 9; Três Rios de 10 para 17; Valença de 10 para 15; Varre-Sai continuaria com 9; Vassouras de 9 para 13; Volta Redonda de 14 para 21.


Município mais pobre da Baixada, Japeri deverá passar de 10 para 19 vereadores




sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Uma casa cheia de “lobos maus”

O pior que pode acontecer em um relacionamento, qualquer que seja ele, é a perda da confiança. Quando isso acontece, não há mais o que fazer. Entre a Prefeitura de Nova Iguaçu e a Câmara essa relação nunca existiu. Entre a Câmara e a Imprensa a relação está abalada há muito tempo e só piora. Entre o povo e os vereadores é a pior possível. Só quem acredita nos vereadores são aqueles que, de uma maneira ou de outra, recebem algum benefício deles. Do contrário, ninguém mais acredita que os vereadores possam fazer alguma coisa que seja do interesse comum. Portanto, confiança é uma palavra riscada do dicionário.

Abro um parêntese para contar uma história que ilustra bem esse momento que vivemos em Nova Iguaçu. Quando era criança minha mãe contava a história do menino que sempre gritava que estava sendo atacado por um lobo. Quando as pessoas corriam para ajudá-lo, percebiam que era mentira. Com o tempo, ninguém mais acreditava no menino, que morava próximo à uma floresta infestada de lobos. Um dia, ele realmente foi atacado e morreu porque ninguém acreditou.

Nesse momento, os vereadores gritam “socorro é o lobo”, mas ainda não dá para saber se é verdade. Eles dizem que o prefeito quer diminuir ainda mais os cargos nos postos de Saúde e que não vão permitir, que isso, aquilo, blá, blá, blá. Falam até em abrir CPI. Que o prefeito pode tomar uma atitude como essa não há dúvida. Lindberg pouco se importa com a Saúde do povo de Nova Iguaçu. Mas, por outro lado, ninguém acredita que os vereadores estão realmente interessados em ajudar a população. O que parece é que eles vão perder algumas vantagens e não querem correr esse risco.

O problema é que quem está sendo “comido” é o povo. Quem morre por falta de atendimento, é o povo. Se esse histórico se repetir, o que vai acontecer nos próximo dias é um acordo entre o prefeito e os vereadores e a população vai continuar sendo devorada por um mal que atinge todo o Brasil: a corrupção.



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A autoridade de Jane Cozzolino

Ela não deveria nem passar na porta de um órgão público, mas está mandando e muito na Secretaria Municipal de Educação de Magé. Estou falando da ex-deputada Jane Cozzolino, cassada sob a acusação de participação no esquema ”bolsa-fraude”, através do qual o benefício era pago a “fantasmas” nomeados no gabinete dela e de outros parlamentares.

Conversei hoje com um funcionário com mais de 30 anos de bons serviços prestados ao município. Até março deste ano ele estava lotado na secretaria da qual Jane se acha dona.

O honrado servidor se encontrava em seu local de trabalho e foi abordado de forma nada adequada por ela. Reagiu dizendo que não tinha satisfação a dá-la e que ela não poderia nem estar ali, quanto mais dar ordens aos funcionários.

Jane não gostou do que ouviu e mandou dar uma punição ao servidor, que só não ficou sem salário naquele mês porque ameaçou ir ao Ministério Público contar o que estava passando. Na mesma hora fizeram um cheque para ele.

Pois é. Coisas desse tipo vêm acontecendo sempre em Magé e ninguém faz nada. É por essas que costumo dizer: “Impunidade, teu nome é Magé!”




O plano de Núbia Cozzolino

Só Deus sabe como ela conseguiu concluir o primeiro mandato, manter sua candidatura, reeleger-se e tomar posse para uma segunda gestão que começou da mesma forma que a anterior e está sendo marcada por denúncias tão graves ou ainda mais pesadas que as ocorridas durante a anterior. Porém, como um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, ela está se precavendo e - embora não tenha admitido isso oficialmente - não permitirá que seu irmão, Anderson Cozzolino, o Dinho, presidente da Câmara de Vereadores, seja candidato a deputado estadual como ele mesmo anuncia. Ela vai se empenhar para que ele permaneça no comando do Legislativo, se reeleja para a presidência da mesa diretora, para que ele assuma a prefeitura caso o mandato de prefeita lhe seja tirado.

Isso significa dizer que o vice-prefeito Rosan Gomes, para a família Cozzolino, não passa de uma figura decorativa e que o clã nunca pensou em vê-lo substituindo Núbia num possível impedimento da prefeita. Tanto que se cogitou em fazê-lo assinar um documento renunciando o cargo de vice-prefeito, para que o presidente da Câmara ficasse na dianteira da linha de sucessão. Rosan já afirmou para esse jornalista que o tal documento não existe e que nunca pensou em assinar nada nesse sentido. Na verdade, Rosan está esperando apoio total e irrestrito de Núbia a sua intenção de disputar uma cadeira de deputado federal em 2010, o que seria bom para ele e para todo o clã, que, em caso de vitória, se livraria do risco de vê-lo sentado na cadeira, que, só Deus sabe por quanto tempo ainda será de Núbia.



sábado, 22 de agosto de 2009

Incoerência

Não faz muito tempo que o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, Marcos Fernandes concedeu ao prefeito Lindberg Farias a maior honraria do município, a Medalha Comendador Soares. Na semana passada o mesmo bajulador rasgou verbo e atacou o prefeito e a primeira-dama, Maria Antonia, responsabilizando-os pelos problemas da Saúde e da Educação.

Esse moço não sabe de que lado fica.


Claque oficial


O tempo passa e Lindberg Farias continua o mesmo baderneiro de sempre. Só parou de jogar pedra. Onde o governador Sérgio Cabral aparece ele manda seus vaiadores profissionais, os agentes de endemia comandados pelo suplente de vereador Sebastião Berriel. Essa turma que não é muito chegada ao trabalho costuma gastar o expediente batendo palmas ou vaiando, de acordo com a ordem do “coronezinho”.