terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Desrespeito, a marca de Lindberg

“Um bando de idiotas, uma gente imbecil que não enxerga um palmo a frente do nariz, um povo que me idolatra. Sou o deus deles e eles acreditam em tudo que eu digo. Então posso fazer o que quiser e falar só o que me interessa, pois absorvem minhas mentiras como verdade absoluta. Não preciso me preocupar com a Câmara, pois a maioria lá é composta por uns mortos de fome e posso me dispor deles a hora que eu bem entender”.

Gente, deve ser dessa forma que o prefeito Lindberg Farias (PT), vê a população e os vereadores de Nova Iguaçu. Ele não mostra um pingo de respeito a essa gente humilde que o abraçou em 2004 e o reelegeu com 65% dos votos válidos, o que se configurou num verdadeiro massacre eleitoral para cima do deputado Nelson Bornier, que iniciou a campanha liderando todas as pesquisas de intenção de votos.

A cidade está desgovernada, as obras estão paradas, o setor de Saúde – apesar dos muitos milhões que o governo federal repassa todos os meses – está falido, há um imenso déficit de vagas na rede municipal de ensino, o município está ato-lado em dívidas e esse moço fica por ai, passeando de cima para baixo, como se o povo iguaçuano estivesse numa boa.

A verdade gente, é que essa administração que faliu o município, está sem a mínima condição de concluir as obras iniciadas para garantir a reeleição de Lindberg e fica por aí de enganação. Por conta da irresponsabilidade de esburacar todas as principais entradas da cidade, transformou-se Nova Iguaçu num verdadeiro inferno. Eles fazem a besteira, não assumem e depois, com a cara mais lavada do mundo dizem que está tudo correndo a mil maravilhas.

Dá nojo ouvir Helio Aleixo, o secretário de cidade, dizer que as obras da Prata, de Andrade Araújo e a duplicação do viaduto da posse estão dentro do cronograma. Esse cara deve estar pensando que Nova Iguaçu é mesmo a terra dos idiotas.

Prefeito, secretários, já que vocês vêm demonstrando não terem respeito algum, pelo menos mostre um pouquinho de transparência, dizendo ao povo que o caos vai continuar pelo menos até vocês se cansarem de sacanear a população e sumirem de vez de Nova Iguaçu.

Quanto aos vereadores, bem feito, eles merecem, pois passaram quatro anos bajulando, lambendo as botas do “coronelzinho”, fechando os olhos para as besteiras que Lindberg fazia.




Farra com o dinheiro do povo

Planilha da Secretaria da Juventude de Nova Iguaçu sugere que assessores estariam recebendo dois salários diferentes.

Cinco pessoas lotadas na Secretaria Municipal da Juventude, em Nova Iguaçu, criada pelo prefeito Lindberg Farias ({PT), para abrigar militantes da ala jovem do partido podem estar recebendo dois salários diferentes em um único mês. Pelo menos é o que sugere uma planilha de vencimentos da secretaria, que é controlada pelo grupo de Anderson Batata, candidato a vereador derrotado nas urnas e ex-presidente de uma entidade estudantil.

No documento, ao qual esse jornalista teve acesso e que deverá ser encaminhado ao Ministério Público ainda essa semana, aparecem 26 nomes de assessores com os respectivos vencimentos, cinco com anotações “Salário 1” e Salário 2", com valores diferentes. É o caso dos terceiro e quarto nomes da lista. O terceiro nome aparece um vencimento de R$ 1.460,00 outro de R$ 1.700,00, um total de R$ 3.160,00 enquanto o quarto nome tem duas anotações, uma R$ 1.460,00 e outra de R$ 1.850,00, somando R$ 3.310,00. Ao lado do novo nome da planilha aparece um salário de R$ 600 e outro de R$ 1.100, enquanto o 21º nome surge com um vencimento de R$ 730 e outro de R$ 300. O 22º nome do documento também aparece com dois salários, um de R$ 600 e outro de R$ 300.

Segundo uma fonte ligada a secretaria, as pessoas que aparecem supostamente com dois salários diferentes seriam ligadas a Anderson Batata e a Alexandre Brito, o Xandão. Os dois foram procurados para falarem sobre o assunto, mas não foram encontrados.



Assessores fantasmas


Essa não é a primeira vez que surgem denúncias de possíveis irregularidades no pagamento de salários a servidores nomeados em cargos comissionados na estrutura administrativa de Nova Iguaçu. No ano passado denúncias dando conta de que cerca de 700 pessoas haviam sido nomeadas pelo prefeito Lindberg Farias em cargos não existentes no organograma da Prefeitura e recebiam sem trabalhar foram encaminhadas ao Ministério Público. Essas pessoas seriam cabos eleitorais dos vereadores da base aliada do governo.

Além dessas denúncias o Ministério Público tomou conhecimento ainda de que cooperativas como a Multiprof, Captar e Total Saúde estavam sendo usadas para abrigar apadrinhados políticos que também recebiam sem trabalhar. O caso que mais repercutiu foi o de uma empregada doméstica que trabalhava para o então secretário de Governo, Fausto Severo Trindade e recebia através de uma dessas cooperativas.




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Garotinho fora do PMDB

Disposto a disputar o governo do estado, Anthony Garotinho já estaria de malas prontas para deixar o PMDB. Ele tem conversado bastante com o governador de São Paulo, José Serra, que precisa de um palanque forte no Rio para basear sua campanha a presidência da República. De acordo com uma fonte ligada à Garotinho, ele já foi convidado para entrar no PTB, mas há ainda a possibilidade de ingressar no PSDB.

Walney na Secretaria de Cidade

Nessa segunda-feira o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), anuncia que entrega o setor de Saúde aos cuidados de uma ONG. Acaba com o cargo de secretário de Saúde, mas não deverá deixar Walney Rocha fora do governo. Pretende entregar ao deputado a Secretaria de Cidade, hoje comandada por Hélio Aleixo.




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Secretários não comparecem e situação piora em Nova Iguaçu

Os secretários de Saúde e de Obras, Walney Rocha e Hélio Aleixo, não compareceram à Câmara quando foram convocados. Semana passada, procuraram os vereadores para marcar nos dia 10 e 11. Se não comparecerem dessa vez os vereadores prometem endurecer e entrar com pedido na Justiça. A Constituição determina que todos os secretários de todas cidades da União devem prestar contas às suas respectivas Câmaras de três em três meses. Isso nunca foi feito na cidade. Enquanto isso, a maioria das obras está parada e os hospitais e clínicas conveniadas também pararam as atividades. O último caso é o do Hospital do Câncer.

A Associação Caridade Hospital Iguaçu (Achi), está com o atendimento ao SUS totalmente parado. O Instituto Oncológico também paralisou as atividades. “É uma falta de respeito com o paciente. Só quando a gente chega é que vai saber o que está acontecendo de verdade e tem que voltar para casa sem o atendimento”, reclama o paciente Jorge Gomes, 59 anos. Essa e outras questões o secretário de Saúde, Walney Rocha, terá que responder. Por que a Prefeitura demora de quatro a seis meses para fazer o pagamento que o SUS faz sem atraso até o décimo dia útil de cada mês.

Já no que diz respeito às obras, Hélio Aleixo terá muito que explicar. A maioria das obras iniciadas ano passado está parada. Na última semana, o prefeito Lindberg Farias publicou em Diário Oficial a paralisação de várias obras. Semana passada, eles divulgaram que as obras do viaduto da Posse devem estar concluídas até maio. “Ninguém acredita mais nisso. Mas mesmo que fique pronta não vai adiantar de nada já que a duplicação será feita pela metade. Muitas casas que precisavam ser desapropriadas não foram. É uma bagunça geral”, reclama o morador do bairro, Josias Feitosa.





“Farinha pouca, meu pirão primeiro”

Prefeito de Arraial do Cabo começa mandato aumentando

o próprio salário e garantindo pagamento de horas extras para assessores.

Em plena crise econômica, com gestores municipais cortando custos para adequarem suas prefeituras a nova realidade, o prefeito de Arraial do Cabo, Wanderson Cardoso de Brito, o Andinho (PMDB), aumentou o próprio salário, os vencimento e resolveu, numa atitude inusitada, pagar horas extras aos nomeados em cargos de confiança, o que privilegia o secretariado e os principais assessores de sua administração.

A denúncia foi feita pelo vereador Eduardo Andrade, o Dudu (PDT), que pretende recorrer ao Ministério Público para tentar mudar a situação, pois, na mudança na estrutura administrativa Andinho esqueceu-se dos servidores efetivos, o que, entende o vereador, “são os que mais trabalham, os que carregam o município nas costas”.

O vereador explica que para conseguir o aumento do próprio salário o prefeito pediu e a Câmara de Vereadores alterou o artigo da Lei da Orgânica que fixava os vencimentos do prefeito no máximo de 75% do salário de um deputado estadual. A alteração fixou o ganho do prefeito em uma vez e meia do que recebe um parlamentar estadual.

“Para quem pregava mudanças e ações que realmente beneficiassem a população o prefeito está começando muito mal. Andinho caminha na contramão e mostra que está mesmo é preocupado com seus interesses pessoais”, afirmou Eduardo Andrade, explicando que com a mudança na Lei Orgânica o salário do prefeito poderá chegar ao teto de R$ 19 mil mensais.“Mas acho que ele vai receber, pelo menos por enquanto, R$ 14 mil por mês”, concluiu Dudu. O prefeito não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Prefeitura vai gastar 34,30% a mais

Com uma extensão territorial de 157 quilômetros quadrados e um universo populacional de cerca de 30 mil pessoas, o município de Arraial do Cabo tem uma receita mensal em torno de R$ 2,5 milhões. Pelas contas feitas pelo vereador Eduardo Andrade a mudança feita por Andinho aumentou os gastos com pessoal em 34,30%.”Nossa cidade tem problemas sérios. O prefeito deveria era priorizar o que realmente atende aos moradores e não o aumento do próprio salário e dos ganhos dos secretários e assessores. E como ficará a situação dos demais servidores?”, questiona Dudu.

Andinho cumpriu dois mandatos de vereador e um de vice-prefeito. Costuma dizer que o ingresso dele na vida pública foi motivado “pelo desejo de transformação da cidade”. Antes mesmo da campanha eleitoral, em uma entrevista a um jornal da região, o hoje prefeito afirmou: “O município tem sido marcado por um processo de crescimento desordenado, caracterizado pela ausência de investimento em infra-estrutura e planejamento. Arraial do Cabo tem sofrido com os desmandos do poder público, com sua ausência de criatividade para impulsionar a economia tão fragilizada com o fechamento da Cia Nacional de Álcalis e também pela falta de uma política pública que vise o desenvolvimento econômico e preservação ambiental da cidade”.

“Quando candidato ele prometeu mudanças. Agora queremos ver se essas mudanças não se limitaram ao que ele fez até agora em seu favor próprio e em benefício de sua equipe de governo”, concluiu o vereador.