sábado, 21 de junho de 2008

Bouganville não é flamboyant

Flamboyant e Bouganville são flores, muito belas por sinal, mas um desses nomes vai dar muita dor de cabeça naquela turma da pesada que o PT importou de vários lugares do Brasil para Nova Iguaçu. Os nomes foram trocados pela revista “Isto É” na parte da matéria sobre um suposto esquema de corrupção na Prefeitura, no texto que revelou que uma empresa teria sido montada no Nordeste pelo ex-secretário de Fazenda Francisco José de Souza, o “Chico Paraíba” e o irmão do prefeito Lindberg Farias, Frederico Farias, o Fred. Teve gente que zombou do jornalista Mino Pedrosa por ele ter que o nome da empresa é Flamboyant. O certo é Bouganville e pelo que o titular da coluna ficou sabendo ontem, a turma da pesada não vai rir do que está vindo por ai e que, com certeza, não vai cheirar nada bem.


Bico seco

E por falar naquela turma da pesada que o PT trouxe para Nova Iguaçu, o ambiente do bar Pizza & Pasta, onde o titular da coluna costuma “molhar a palavra” de vez em quando, está mais leve, pois aquele pessoal não tem aparecido por lá. Da turma, só um de menor escalão surge de vez em quando, mas já não gasta como antes. O moço chegava a gastar R$ 700 toda sexta-feira e hoje não passa de R$ 100. Isso quando aparece.


PDT ou PTCdoAG?

Se o líder maior do PDT estivesse vivo hoje, com certeza não permitiria isso. Botaria ordem na casa e expulsaria os “vendilhões do templo, mas como Brizola não está mais entre nós, o partido que ele criou para voltar à vida pública em 1982, anda muito bagunçado na Baixada Fluminense, principalmente em Nova Iguaçu, onde já é chamado, por alguns, por outro nome Partido do Tribunal de Contas do Aluízio Gama (PTCdoAG), pois quem manda e desmanda na legenda é o conselheiro do TCE, Aluízio Gama, que já foi prefeito na cidade, fez um acordo com o prefeito Lindberg Farias (PT) para lançar sua esposa, a deputada estadual Sheila Gama, como candidata a vice-prefeita. Pelo acerto, o partido ganhou vários cargos na administração municipal e o “dono” da legenda garantiu umas boquinhas a mais para os seus apadrinhados, já que outros estão nomeados no TCE. Hoje é difícil encontrar algum membro da executiva do PDT Iguaçuano que não esteja abrigado sob as asas poderosas do conselheiro.


Sob suspeita

Depois da polêmica criada em Rio das Ostras, onde a Justiça proibiu a divulgação de uma pesquisa de intenção de votos, o Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), volta a enfrentar problemas. Na semana passada fiscais do TRE e um promotor prenderam em flagrante, em Casimiro de Abreu, uma equipe do instituto, por entender que o formulário induzia os entrevistados a declarar voto em favor de determinado candidato. Os membros da equipe foram liberados depois de prestarem depoimento e o inquérito corre em segredo de Justiça.


Água fria

Sexta-feira a turma do deputado Alair Corrêa, candidato a prefeito de Cabo Frio, correu para a frente da Prefeitura para ver de perto a ação dos agentes federais que lá estiveram com mandado de busca de apreensão de documentos, mas saiu de lá de cabeça. É que um dos processos apreendidos e que estão sob investigação é de 2004. Trata-se de mau uso de recursos federal destinado ao setor de Saúde. Alair era o prefeito na época.


Via ponte aérea

Tem gente achando que o vereador do PCdoB de Nova Iguaçu, Fernando Cid, agora se tornou homem de negócios. Vira e mexe está indo para São Paulo.


PMDB mais onze

Domingo foi a convenção do PMDB em Nova Iguaçu. Uma grande festa marcou a confirmação do dome do deputado federal Nelson Bornier a prefeito, numa coligação que reúne 12 partidos.


Vou-não-vou

Parece que o prefeito de Japeri, Bruno da Silva Santos, o Pastor Bruno, voltou atrás outra vez e vai disputar a reeleição. Ele tinha confirmado o apoio ao candidato do PT, André Ceciliano, cujo nome foi confirmado sábado, em convenção.


Com todo o gás

O deputado federal Sílvio Lopes (PSDB) está num embalo só. Iniciou a caminhada pelo quarto mandato de prefeito em Macaé. A disputa agora é em família: Sílvio enfrenta o sobrinho, Riverton Mussi (PMDB).




sexta-feira, 20 de junho de 2008

Onde está o dinheiro? O gato comeu?

Quem precisar de remédio e atendimento na área da saúde, em Nova Iguaçu, vai sofrer. Felizes são aqueles que ainda podem pagar por um plano de saúde particular. Esse é o meu caso, mas em relação à população iguaçuana, a maioria não pode pagar. E isso é o que me preocupa muito, sobretudo as famílias pobres que vivem em bairros sem saneamento e que ainda carecem de um posto de saúde.

Quando o prefeito Lindberg Farias ainda era candidato nas eleições de 2004, ele prometeu que faria do Hospital Geral de Nova Iguaçu, que é chamado de Hospital da Posse, uma referência em atendimento no que diz respeito a hospitais públicos. Mas o que se vê hoje é um hospital em está em estado de falência, como todos iguaçuanos já sabem.

O sucateamento da área de saúde não se limita apenas ao Hospital da Posse. Vários fornecedores e prestadores de serviços na área da saúde estão com os pagamentos atrasados. O resultado final disso é uma prestação de serviços bem pior do que acontecia nos governos anteriores. O deputado Walney Rocha assumiu a secretaria municipal de Saúde dizendo que iria melhorar. Não conseguiu.

Hoje, por exemplo, quem precisa de tratamento para doenças crônicas renais terá que procurar em outro município. É que o repasse da verba carimbada não está acontecendo e a clínica Dom Bosco, que sempre prestou este tipo de serviço, teve que fechar a sua porta por falta de pagamento. Mas o curioso é que o governo federal manda o dinheiro para o pagamento, mas mesmo assim ele não chega na conta das clínicas.

A área da saúde é a considerado o pior serviço que a prefeitura presta. Ou melhor: que não presta. Enquanto a nossa população sofre, o prefeito Lindberg Farias brinca de administrar o setor. Não só a clínica Dom Bosco foi fechada por falta de pagamento. Até uma clínica no Centro de Nova Iguaçu, chamada de São Tiago, não conseguiu permanecer com as portas abertas por falta de pagamento da Prefeitura de Nova Iguaçu.

Apesar disso tudo, o prefeito Lindberg Farias, em diversas declarações, dizia que o município estava recebendo repasses e mais repasses do governo federal para investir na saúde. Então, com base nas declarações do prefeito, só resta fazer duas perguntas: Onde está o dinheiro? O gato comeu?





LDO sem Educação

Seria cômico se não fosse trágico. A Lei de Diretrizes Orçamentárias é uma das mais importantes dos municípios. É nela que o Executivo resume as diretrizes, as metas que serão seguidas no próximo ano. É também ali que o governo demonstra suas prioridades e procura deixar claro para o Legislativo, que precisa aprovar a lei, e para toda a sociedade que quiser ter acesso, o que será feito no ano seguinte. Nessa época do ano, a maioria dos prefeitos manda a LDO para as Câmaras afim de que sejam apreciadas pelos vereadores e aprovada. A Câmara não pode entrar em recesso até que a lei seja aprovada.

Como não poderia deixar de ser, em Nova Iguaçu um fato chamou a atenção. A LDO foi enviada à Câmara essa semana. Toda arrumadinha, bonitinha, lindinha, mas sem especificar o planejamento para a EDUCAÇÃO. Quem chamou atenção para o fato foi a vereadora e ex-secretária de Educação, Marli Freitas. Marli não é muito dada a chamar atenção do governo. Assim como a maioria na Câmara se limita a balançar a cabeça e obedecer as ordens do amo e senhor Lindberg Farias. Mas, dessa vez, o erro foi tão gritante que até Marli precisou sair da sua constante inércia. Isso demonstra bem como o governo trata a Educação.

Nem o tal programa Bairro Escola, que não passa de um arremedo de projeto, que é decantando pelos quatro cantos do município pelo prefeito foi lembrado. O Executivo simplesmente se esqueceu de mandar o que diz respeito à Educação. Talvez, os membros brilhantes do governo não tenham conseguido pensar em nada. Ou talvez, já pensando na possibilidade de serem derrotados nas próximas eleições, resolveram deixar de lado esse item. Afinal, pensar em Educação para que "melhor seria deixar esse problema com o adversário". Alias, bota problema nisso.

Durante todo o governo Lindberg Farias não foi criada nem uma sala a mais na rede pública. O máximo que esse governo que conta histórias fez foi reformar algumas unidades e começar uma obra tímida ao lado do Colégio Municipal Monteiro Lobato. O próximo prefeito terá muito trabalho para colocar crianças na sala de aula no próximo ano, já que o número de vagas é o mesmo de três anos. Realmente, não podia se esperar mais de um governo que mandou para a Câmara apenas a capa do Plano Diretor (outra lê importante) e os vereadores aprovaram a capa, sem ler o projeto. Mais uma vez se prova que trata-se de um governo de fachada. Muito triste.




segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ex, mas nem tanto

Faz tempo que os ex-secretários Francisco José de Souza, o “Chico Paraíba e Fausto Severo Trindade foram exonerados da Prefeitura de Nova Iguaçu, mas vira e mexe eles estão por lá. Ontem uma fonte ligada ao governo Lindberg Farias (PT) “bateu” para o titular da coluna que os dois – que aparecem em quase todas as denúncias de irregularidades que estão sendo apuradas pelo Ministério Público – estiveram na Prefeitura no final do mês passado.

Contou que Chico e Fausto foram tratar de termos aditivos em vários contratos e ajustes em licitações de obras com recursos do PAC – projetos que, em sua maioria, foram iniciados e paralisados logo depois – , além de buscarem uma saída para aquele caso da prorrogação do contrato de R$ 43 milhões com a Captar, assinado por Henrique Johnson quando este ainda não havia assumido a secretaria de Saúde.

Chico Paraíba e Fausto Severo sãos mentores de contratações extremamente estranhas. Eles adoravam uma consultoriazinha, uma assessoria e projetos especiais que custaram muito dinheiro e não resultaram em nada de positivo para o município. São eles os grandes defensores das cooperativas de multiserviços e das Fade e Finatec da vida. Foi desses dois a “idéia de jerico” de mandar imprimir os contracheques dos servidores, ao custo de mais de R$ 2 milhões, na Paraíba, com uma empresa sendo contratada através dessa tal de Fade, sediada em Pernambuco.


Rei do pedaço

Funcionários do setor de Saúde Coletiva da Prefeitura de Nova Iguaçu reclamam que estão sendo pressionados pelo chefe, Uranis Assumpção a comparecerem nas reuniões políticas feitas pelo prefeito Lindberg Farias. Dizem que os cooperativados são os que mais sofrem.


Esse é o cara...

O vereador de Nova Iguaçu, Marcos Fernandes, deve ter o melhor advogado do mundo e seu processo deve ter sido julgado na Suíça. Ele disse que ganhou uma indenização da revista “Isto É”, por conta de seu nome ter sido mencionado naquela reportagem sobre um suposto esquema de corrupção. Só que essa matéria é muito recente e a ação, se realmente existe, não deve nem ter passado pela Promotoria ainda.


Fogo amigo

A vereadora Marli de Freitas (PT) precisa ficar mais esperta. Tem gente dentro do próprio partido tentando derrubá-la. É que o diretório de Nova Iguaçu aposta que ela deverá ser a candidata mais votada da legenda, o que seria uma ameaça para o vereador Carlos Ferreira, por exemplo.


Pendurado

Pelo menos mais um vereador de Nova Iguaçu pode perder o mandado essa semana por infidelidade partidária. Dizem que Chiquinho da Ambulância será a bola da vez.


Racha

O líder do governo na Assembléia Legislativa disse que vai pedir licença ao comando do PMDB para apoiar a candidatura do prefeito Marquinhos Mendes à reeleição. Melo afirma que são sobe no palanque de Alair Corrêa de jeito nenhum.


Zona organizada

Tramita na Câmara de Macaé uma proposta do vereador Paulo Antunes, que se aprovada vai criar uma área específica de prostituição, com polícia e tudo para garantir o trabalho das meninas da difícil “vida fácil”. A idéia é reunir os bordeis numa única rua.




quinta-feira, 12 de junho de 2008

Articulação nada política

A maioria das pessoas já ouviu falar na frase "política da boa vizinhança". Isso significa não criar conflitos que não sejam necessários, entender que o seu direito termina onde começa o do outro, enfim, viver da melhor maneira possível com o seu vizinho, seu parente, seu companheiro de trabalho, sua sogra e até com seu cunhado. Pois bem. Parece que o prefeito de Nova Iguaçu nunca ouviu essa frase ou, pelo menos, não ouviu os conselhos de sua mãe (tenho certeza que ela os deu), para respeitar o direito do próximo. No que diz respeito especificamente à política podemos notar situações graves em relação a atos desse que seria o líder do PT no Rio com possibilidades de ser até candidato ao governo do Estado. O interessante é que ele se utiliza de práticas da política antiga como a tentativa de constrangimento do adversário, ameaças a funcionários e ainda a velha e ultrapassada maneira de só aparecer nos bairros quando está perto das eleições, tomar café nas canecas dos eleitores, abraçar crianças e velhinhos. Mas, quando precisa realmente utilizar algumas situações da antiga prática, ele enfia os pés pelas mãos.

Não podemos negar que, em alguns bairros, o prefeito conseguiu fazer obras (ruins, sem acabamento) mas obras. Isso significa muito para aqueles que nunca tiveram nada. Nesse caso, ele marcaria pontos com essa população carente. Mas, é ai, que a prepotência ultrapassa a política. É ai que o menino mimado não consegue enxergar que precisa respeitar lideranças locais. Que não vai conseguir, com essas obras a meia-boca, ter uma votação que o faça ganhar a reeleição. Quando deveria chamar os atores locais, pré-candidatos que conhecem e acompanham aquela comunidade ele puxa a responsabilidade para si ou busca outras lideranças não consolidadas do local. Com isso, afasta de si aqueles que poderiam lhe dar apoio de verdade. Fere conceitos já arraigados e ao contrário de somar, divide. Dizem que ele lê muitos livros sobre política. Mas, pelo jeito, esqueceu que a maior das virtudes é o respeito. Sem ele, não há o que construir. Nem o amor verdadeiro resiste se não houver respeito, que dirá uma aliança política.
Ele já tentou passar por cima de lideranças locais e o resultado foi catastrófico. Mas, o rapaz parece não ter aprendido a lição e continua fazendo isso. Já assistimos isso outras vezes em outros lugares, com outros nomes, mas o resultado foi o mesmo: o isolamento. Quando a campanha começa a tomar corpo. Quando os cabos eleitorais estão indo para as ruas eles precisam de argumentos para defender seus "chefes".

Os argumentos de Lindberg são os mais vazios possíveis. Basta um peteleco do adversário (que não é nada bobo) para jogar por terra essa estratégia desastrada desse grupo desastrado que hoje está em Nova Iguaçu. Deixar de lado o conselho da vovó, de fazer que "fazer a política da boa vizinha" é, na maioria da vezes o melhor caminho a tomar, é um erro que Lindberg não tem tempo para cometer mas que o adversário agradece. Afinal, quanto mais o prefeito tenta se articular mais ele ajuda o adversário.






segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ecos de Uberlândia

Tenho uma amiga em Uberlândia, cidade progressista do Triângulo Mineiro, que sempre me dizia que se algo não deu certo é porque ainda não chegou ao final.

Lembrei-me de minha querida Quênia hoje pela manhã, quando conversava com um deputado que me falava da desastrosa gestão do PT em Nova Iguaçu, onde o partido empurrou o ex-líder estudantil Lindberg Farias goela abaixo do povo, para que ele fizesse uma administração que servisse de cartão de visitas da legenda no estado do Rio de Janeiro.

O deputado falava: “Lindberg não deu certo. Seu mandato está acabando e a cada dia as coisas pioram...” Ai me lembrei das palavras da Quênia e respondi: “Tenho uma amiga que diz que no final tudo dá certo...”. O deputado completou: “Não há tempo suficiente para se consertar tanta coisa errada...”.

Os freqüentes escândalos envolvendo nomes da administração petista em Nova Iguaçu, o descaso com que essa gestão trata o setor de saúde, por exemplo, mostram o quanto essa administração é ruim. As irregularidades são tantas que dá para concluir que em pelo menos uma coisa os barbudinhos e línguas-presas do PT acertaram: a gestão lindberguiana é mesmo a cara do partido.

Aí me recordo outra vez da frase preferida de Quênia, pois olhando por esse lado, as coisas estão dando certo, pois a cada dia que passa a administração de Lindberg Farias se encaixa mais no jeito petista de governar.






Um palácio mal-assombrado

Construído em frente ao cemitério principal da cidade, a sede do Poder Executivo de Nova Iguaçu é chamada, pelos brincalhões, de “Palácio das Almas”, nome até que apropriado a partir da gestão do prefeito Lindberg Farias, tão grande o número de pessoas que estariam recebendo sem trabalhar. Segundo a ex-secretária Lídia Esteves, ela era obrigada a lançar pelo menos 700 na folha de pagamento, gente que, afirma ela, foi nomeada a pedido de vereadores da base de sustentação do prefeito. Isso já foi denunciado há muito tempo e a Câmara Municipal, como já lhe é de praxe, não apurou nada. Sabem por que? É óbvio: esses vereadores seriam os maiores beneficiados por essas nomeações. Felizmente existe uma instituição chamada Ministério Público e com ela as coisas são diferentes. Os promotores estão investigando essa e outras denúncias sobre contratações irregulares e a coisa é assustadora. O volume é muito maior quando se volta os olhos para as longas listas de pessoal contratado através das cooperativas. É dessas listas que vem a convicção que essa Câmara de Vereadores jamais fará alguma coisa contra as irregularidades atribuídas a administração municipal. Nessas listas existiriam pessoas que nunca teriam pisado em Nova Iguaçu e tantas outras que até são da cidade, mas que só apareceriam mesmo no banco para receber seus salários, já que o único trabalho ao qual se prestariam é o de servir os vereadores aos quais devem o emprego.


A custa do povo

Tem gente de olho nos tais centros sociais mantidos por alguns vereadores de Nova Iguaçu. É que chegou até ao Conselho Municipal de Saúde que essas unidades estariam recebendo medicamentos que muitas vezes faltam nos postos de Saúde.


Quarta via

É quase certo que Aloísio Júnior vá disputar a Prefeitura de Macaé pelo PPS. É o terceiro nome, mas ainda essa semana poderá surgir mais um: o PT também está pensando em lançar candidatura própria.


Preocupação

Por falar em Macaé o vereador Maxwell Vaz não está nada contente com o racha entre PMDB e PT. É que por conta da aliança, rompida semana passada no Rio, ele tem cargos importantes na administração municipal.


Que coisa, hein

Tem gente achando que o governador Sérgio Cabral e o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani estão escondendo a verdade sobre o que os levou a desfazer a aliança que assegurava o apoio do PMDB ao candidato do PT à Prefeitura do Rio. Ninguém engoliu essa de que a causa está no pobre e problemático município de Queimados, onde o PT quer lançar o delegado Zaqueu Teixeira.


Por pouco

Na semana passada o Ministério Público pediu a prisão preventiva do vereador de Cabo Frio, Alexandre de Alair, em cujo carro a polícia encontrou armas e uma pequena quantidade de drogas. Ele se safou porque o juiz não decretou a prisão. Alexandre estava com dois amigos no carro e ao depor disse que nada foi encontrado com ele, mas sim com os homens que o acompanhavam.

Então tá.


Contra o povo

A população de Cabo Frio está furiosa com a atitude do minúsculo PMN, partido sem expressão alguma, que resolveu tirar o pouco que o poder público garante à população. O advogado da legenda recorreu à Justiça Eleitoral pedindo a paralisação de todos os programas sociais da Prefeitura, inclusive o da passagem subsidiada, que garante aos usuários das linhas municipais de ônibus pagar apenas R$ 1 pela passagem.


Perdendo tempo

Enquanto os demais partidos interessados em disputar a Prefeitura do Rio já definiram os nomes, o PDT fica de briguinha interna. “É por isso que não conseguimos chegar nem perto do Palácio da Cidade”, desabafou um petista histórico.




sábado, 7 de junho de 2008

Ligações perigosas em Cabo Frio

Depois da prisão de dois assessores, flagrados numa agência bancária sacando dinheiro de contas de terceiros nomeados em seu gabinete, o deputado estadual Alair Corrêa (PMDB) vem sendo apontado como um homem de ligações no mínimo questionáveis. Nós últimos dias tem acontecido coisas que deveriam levar o último “coronel” da política fluminense a repensar sobre alguns de seus aliados.

Na semana passada, por exemplo, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de seu ex-motorista, o hoje vereador Alexandre de Alair, em cujo carro foram encontradas armas e uma pequena quantidade de drogas. Ele se safou porque o juiz não decretou a prisão. Antes de Alexandre mais dois motoristas do deputado teriam se envolvido com coisas extremamente condenáveis. Um deles, Samy Rego, está preso em Araruama, acusado de estupro. A prisão foi decretada pela Justiça, que também mandou prender outro motorista, Josimar Agualuza, que dirigia para a esposa do deputado. Josimar é acusado pela mãe de uma menor de idade. Ela contou à policia que ele mantinha relações sexuais com sua filha.

Como se não bastassem esses absurdos todos, o DETRAN acaba de demitir um funcionário que teria sido nomeado por indicação do parlamentar. A acusação é de que ele teria emitido documentos de forma irregular.






sexta-feira, 6 de junho de 2008

Não estamos à venda, prefeito

Na última quinta-feira o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT) esteve reunido com um amigo desse jornalista, o empresário Alberto Ahmed, dono do jornal POVO e pediu arrego a ele: “Arrume um jeito de parar a TRIBUNA DA REGIÃO”. Referia-se ao jornal dirigido por mim. Recebi o recado, prefeito e aqui vai a resposta: A TRIBUNA DA REGIÃO não está à venda.

Não tenho nenhum interesse em transformar o jornal em veículo oficial do seu desgoverno. Tenho compromisso com a verdade e jamais mentiria ao povo sofrido de Nova Iguaçu, vítima dos desmandos de sua desastrosa administração.

Lindberg, você me conhece muito bem e sabe que não dependo do poder público para nada. Fale com quem você quiser, esperneie, grite, esmurre a mesa, dê socos na parede, mas entenda de uma vez por todas que na TRIBUNA DA REGIÃO quem dá as ordens é o povo.

Eu, como diretor, só acato ordens desse povo. Por tanto, não perca seu tempo, pois em nossas páginas só há espaço para a verdade, palavra com a qual você não parece ter muita intimidade.




Ação entre amigos em Macaé

Intervenção em linhas de ônibus é colocada sob suspeita

de favorecimento.

O que o prefeito de Macaé, Riverton Mussi chamou de “intervenção” na concessão de três linhas de transporte urbano que ligam o centro da cidade à localidades da região serrana do município está sendo vista como “ação entre amigos”, supostamente para beneficiar uma empresa criada a apenas dois anos, afetando uma outra que há seis décadas atua em Macaé. O caso que já está sendo apurado pelo Ministério Público e envolve a Viação Líder e a Expresso Macaé, está causando polêmica na cidade. Algumas lideranças entendem que as concessões do serviço de transporte de passageiros deveriam passar por uma devassa por parte da Promotoria de Justiça. Além de ganhar a permissão para explorar as três linhas por um período de seis meses, a Expresso Macaé vai receber durante esse período um total de R$ 1.315.800,00 (R$ 219.300,00 por mês) pelo transporte de alunos da rede municipal de ensino.

Registrada no dia 20 de fevereiro de 2006, a Expresso Macaé ganhou de presente as linhas do Frade (via Glicério), Cachoeiras e Serra da Cruz. A “intervenção”, segundo a Prefeitura, aconteceu “depois de inúmeras reclamações dos usuários pelo mau atendimento, não cumprimento de horários e pela precariedade dos veículos usados nas linhas”, mas a direção da empresa prejudicada pretende recorrer à Justiça para recuperar as linhas, pois acredita que a concorrente foi favorecida, “possivelmente a pedido de um vereador da bancada de sustentação do governo”.

“Acho muito estranho a Prefeitura alegar mau atendimento se ela mesma se encarregou de prejudicar a empresa prestadora do serviço, deixando de pagar pelo transporte dos estudantes. Pelo que sei a Líder ficou, durante o ano passado, sete meses sem receber por isso e ainda não recebeu um centavo sequer da Prefeitura pelo serviço que prestou este ano até essa tal intervenção ser decretada”, entende um vereador que prefere não ser identificado.

De acordo com esse membro do Poder Legislativo, o ideal seria a Câmara abrir uma comissão de inquérito para apurar essa intervenção e investigar se o ato do governo aconteceu para beneficiar a empresa que ganhou a concessão provisória, mas isso, acrescenta, “nunca irá acontecer, pois o prefeito tem a maioria na Casa”.


Muito dinheiro para pouco estudante

De acordo com informações da empresa prejudicada pela decisão da Prefeitura, as três linhas representam um movimento diário de três mil passageiros, sendo que o número de estudantes transportados por dia nesses trajetos equivale a 42% do total de passageiros. Comparando as informações que constam na planilha da líder, o contrato feito entre a Prefeitura e a Expresso Macaé cobriria o transporte de mais seis mil alunos por dia, o dobro do total de passageiros.

“Tem alguma coisa errada nisso. Considerando o valor do contrato e os números dados pela empresa que perdeu as linhas, o transporte de alunos está saindo muito caro para o município”, completou o vereador.

Dividindo o total do contrato por seis meses chega-se a conclusão de que a Expresso Macaé vai receber R$ 219.300,00 por mês, exatos R$ 10.965,00 por cada um dos 20 dias úteis do mês. Considerando que todos os três mil passageiros transportados nessas linhas sejam estudantes e multiplicando esse número pelo valor da passagem (R$ 1,70), a empresa teria direito a um faturamento diário de R$ 5.100,00, R$ 25 mil por semana, R$ 102 ao mês ou R$ 612 mil em seis meses, R$ 703.800,00 a menos que o valor total do contrato.

O prefeito Riverton Mussi foi procurado para falar sobre o assunto, mas não retornou o contato. O presidente da Macaé Transito e Transporte (Mactran), autarquia que cuida do setor, Lúcio Aracati de Lima, não foi encontrado para falar sobre a intervenção.






quinta-feira, 5 de junho de 2008

Traição

Ouvi há poucos dias de um político que traição é uma coisa que acontece o tempo todo na política mas que não é tolerada em algumas situações da política. Pode parecer contraditório mas não é quando se trata exatamente de política. Nos últimos dias, temos ouvido muito essa palavra, principalmente da boca do prefeito Lindberg Farias. Ele se diz traído, principalmente pelo deputado federal Rogério Lisboa. Então, vamos lembrar um pouco a trajetória desse "pobre rapaz traído".
Como deputado federal era do grupo da senadora Heloisa Helena, Babá e Luciana Genro. Combatia o presidente Lula com unhas e dentes contra a reforma da Previdência, comissão a que pertencia. Lula chamou o grupo para conversar. O trio se manteve unido e Heloisa foi expulsa do PT criando o PSOL. Lindberg, ao contrário, depois da conversa com Lula, passou de inimigo a amigo de infância e de queridinho, chegando a ser chamado de promessa do PT para o Rio de Janeiro. Ficamos sabendo depois que Lula ofereceu todo o aparelhamento do partido para Lindberg saísse candidato a uma Prefeitura no Rio. Não aceito em São Gonçalo, foi para Nova Iguaçu.
Chegando na cidade não tinha como manter uma candidatura apenas com o apoio do PT, naquela altura rachado porque muitos não queriam sua presença. Foi então que teve o apoio do PFL e do PSDB, dois partidos fortes, que conseguiram tudo para ele, inclusive o endereço eleitoral. Antes de conseguir uma casa, Lindberg e a família ficaram morando com a família de Rogério Lisboa. Maurílio Manteiga usou seu prestígio e dinheiro para conseguir mais verba e até hoje tem dívidas da campanha deixadas para trás pelo então candidato. Maurílio precisou assumir muitas delas.
Assim que se elegeu - a foto do dia seguinte nos jornais e Lindberg sendo carregado nos ombros por Rogério e o pai dele, Juarez Lisboa - chamou Maurílio para secretário de governo mas deixou o empresário sem sala por mais de um mês. Maurílio já não conseguia sequer falar com ele. Sentindo-se traído, saiu do governo. Voltou depois quando o prefeito já se sentindo enfraquecido, apelou para a cúpula do partido, que o chamou de volta. Logo depois, Lindberg tomou várias decisões sem se preocupar em comunicar a Maurílo que, sentindo-se traído de novo, voltou a sair do governo.
Já com o deputado federal Rogério Lisboa, Lindberg tinha o compromisso de formar uma chapa com ele nas eleições desse ano. Sem qualquer aviso prévio, o prefeito procurou o governador Sergio Cabral para pedir que intercedesse para que Bornier fosse o seu vice nas eleições de outubro. Rogério (adivinha?) se sentido traído, saiu do governo. Diante de todo esse histórico, quem é o traidor e quem é o traído? Lindberg protagonizou ainda outras histórias com outros personagens que o jornal inteiro não seria suficiente para tanta traição. Portanto, no quesito traição ele está sozinho. Mesmo que Rogério quisesse não conseguiria chegar perto do que esse rapaz já aprontou nesse assunto.




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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Um poder supérfluo

Para que serve a Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu? Tenho ouvido com freqüência essa pergunta e não posso deixar de respondê-la. Acabo de ler um e-mail enviado à coluna por uma enfermeira aprovada no último concurso realizado pela secretaria municipal de Saúde e que, como todos aqueles classificados nas provas de seleção, não foi chamada até hoje para trabalhar. Ela me pergunta o que os nobres representantes do povo têm feito para obrigar o governo municipal cumprir a lei e contratar os aprovados. Respondi que a Câmara não toma nenhuma posição que afete ao prefeito e, conseqüentemente, os interesses pessoais da maioria de seus membros. Disse ainda que a maior parte dos vereadores não quer os concursados trabalhando, pois precisa das vagas para abrigar seus cabos eleitorais e garantir mão-de-obra para centros sociais de serviços duvidosos, contratando-os através das Captar, Total Saúde e Multiprof da vida. Essa Câmara, meus caros, não serve mesmo é para nada, pois é incapaz de fazer algo que verdadeiramente beneficie ao povo.

Dá nojo ver vereadores como Carlos Ferreira e Fernando Cid ocupando a tribuna para defender o indefensável. Nem parece que na gestão passada eles gritavam contra qualquer coisinha que lhes parecesse estranha, abriam CPIs e apresentavam denúncias ao Ministério Público. E esse líder do governo? Quanta incoerência, meu Deus. Xandrinho era voz forte na oposição. Estufava o peito e atacava Lindberg Farias sempre que um novo contrato era assinado sem licitação (prática muito comum nesse desgoverno) e hoje, diante de tanto escândalo vai à tribuna e brada: “Aconteça o que acontecer eu estarei com o governo!” Sei que esse moço não vai gostar nada dessas linhas, e, assim como costuma tentar desqualificar os que colocam o dedo nas feridas dessa administração que ele defende com tanta firmeza, vai atacar a esse jornalista também, mas isso não me incomoda nem um pouquinho, pois não sou sustentado pelo poder público e não dependo dessa gente para nada.

Essa Câmara é supérflua sim. Se não o fosse 17 dos 21 vereadores não se omitiriam diante dos fatos. Usariam seus mandatos para defender o povo, abririam CPIs, chamariam o prefeito e seus homens de confiança às falas, exigiriam que contas fossem prestadas. Mas como fazer isso, se alguns deles têm até 200 pessoas contratadas pelo governo e outras benesses asseguradas?


É... pois é...

Não será surpresa alguma se o prefeito de Japeri, Bruno Silva dos Santos decidir apoiar a candidatura do petista André Ceciliano. Bruno já disse que não disputará a reeleição.


De volta

Uma pesquisa de intenção de voto tirou o presidente do Detran, Antonio Francisco Neto do cargo. Ele retornará à Volta Redonda para disputar a Prefeitura. Quem não está gostando nada disso é o ex-deputado Paulo Balthazar.


Voto vencido

O deputado Mário Marques fez de tudo para impedir a saída do PSDB da aliança de apoio a Lindberg Farias, mas seus argumentos pesaram tanto quanto seu número de votos.


De olho no vizinho

Ex-prefeito de Paulo de Frontin, Jurandir Paixão transferiu o domicílio eleitoral para Vassouras. Quer disputar a Prefeitura de lá.


Que coisa feia

O hábito da gestão Lindberg Farias de não pagar o que deve parece ter contaminado uma secretária-adjunta. Tem uma vendedora de bijouterias que todo dia bate ponto lá na secretaria de Administração tentando receber uma dívida. Nem da pobre senhora que vende salgadinhos ela se compadece.


Folclore político

Em 1982 a febre Brizola levou o PDT a eleger a maioria dos 33 vereadores que Nova Iguaçu tinha na época. Um deles saiu-se com essa: “Sou defensor dos feirantes e dos professorantes.”