sábado, 18 de agosto de 2012

E eles não desistem nunca


Eles perdem o poder, mas não a pose. Estou falando daquela parte da família Cozzolino que se acha dona de Magé e que - olhando o município do alto de uma montanha de rejeição medida em 73% em algumas pesquisas - ainda trabalha nas sombras para tentar manter-se viva politicamente falando. O plano seria atuar de forma indireta, usando o mandato alheio. A estratégia da família, me conta um aliado do clã, é eleger uns seis vereadores, para depois trabalhar pela eleição da mesa diretora da Câmara e infernizar a vida do prefeito, se esse não for aquele que os Cozzolinos querem.
O candidato a vereador preferido do clã, me conta o aliado da familia, é Ciro Borba, o Cirinho, do PT do B, mesmo partido pelo qual uma prima da ex-prefeita, Marcele Cozzolino, tenta uma cadeira no Legislativo. Apesar do parentesco Marcele é vista pela família como “ovelha negra”, talvez pela ficha limpa. Sem Dinho e Valdeck na disputa, o clã liberou seus cabos eleitorais para apoiar os candidatos a vereador os quais gostaria de ver eleitos. A ex-deputada Jane Cozzolino e o ex-vereador Valdeck Ferreira de Matos, apostam suas fichas em Ciro Borba, enquanto que Dinho e Núbia têm como meninas dos olhos Leonardo Franco Pereira, o Leonardo da Vila e Felipe Alves Pires, o Felipe da Gráfica.
Embora o PT do B esteja coligado com o PMDB na eleição majoritária, Ciro e Felipe trabalham para o candidato a prefeito do PSB, o vereador de Duque de Caxias Ricardo Correa de Barros, o Ricardo da Karol. Leonardo também tem algumas placas com o nome de Ricardo, assim como os demais postulantes simpáticos aos olhos azuis dos Cozzolinos. A verdade é que a família se dividiu para eleger uma tropa de choque, para dela se utilizar depois numa guerra suja contra o novo governo, se esse não tiver como cabeça o seu preferido.

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